Polícia Científica recebeu 20 mil pedidos de exames no ano passado

O Laboratório da Polícia Científica da PJ receb eu 20 mil pedidos de exames periciais em 2005, a maioria dos quais para detectar drogas e utilização de armas de fogo.

Agência LUSA /

Estes dados foram avançados hoje por Álvaro Lopes, especialista do labo ratório e chefe da área de toxicologia, durante uma sessão de experimentação quí mica forense, no Departamento de Engenharia Química e Biológica do Instituto Sup erior Técnico de Lisboa.

O laboratório de polícia científica realiza perícias em biologia, toxic ologia, físico-química, balística, documentoscopia e criminalística.

Fibras, resíduos de disparos, vidros, colas, moeda, passaportes, cartas de condução, cartões de crédito e resíduos biológicos são alguns dos materiais analisados pelos diversos departamentos do laboratório.

Em Portugal, quem se desloca ao local do crime são os agentes de invest igação, apoiados pela polícia técnica, que recolhem e transportam os vestígios a té ao laboratório, entre os quais material balístico, testes de ADN e tudo o que esteja relacionado com química, física ou biologia.

Segundo Álvaro Lopes, os exames para a detecção de drogas e falsificaçã o de dinheiro, documentos e uso de armas de fogo representam a maioria dos pedid os feitos ao laboratório.

"Houve um aumento de crimes violentos, o que significou um acréscimo de trabalho tanto em quantidade como em qualidade", explicou o perito à Agência Lu sa.

"O volume de trabalho exige renovação de equipamento, o que, muitas vez es por falta de verbas, não é feito", queixou-se.

A falta de verbas também afecta o número de acções de formação para per itos.

Contudo, segundo o especialista, em termos de conhecimentos e técnicas, "a polícia científica portuguesa está ao mesmo nível dos criminosos e algumas v ezes mesmo à frente".

Em Lisboa, no laboratório de Polícia Cientifica trabalham mais de 100 p essoas e, na toxicologia forense, o tempo médio entre um pedido de exames e a re alização dos mesmos ronda os 53 dias, adiantou o chefe do departamento.

O Departamento de Engenharia Química e Biológica (DEQB) permitiu hoje q ue vários jornalistas fossem "investigadores por um dia", participando na revela ção de impressões digitais e identificação de "pós brancos", técnica utilizada p ara detectar drogas.

Os jornalistas participaram também em exames para o despiste da presenç a de mercúrio num preparado gástrico (procedimento utilizado em caso de suspeita de envenenamento) e detecção de notas faltas, entre outras experiências.

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