Polícia desmobilizou acampamento cigano em Loures

Uma operação policial levada a cabo no final da madrugada desta terça-feira levou à retirada do jardim fronteiro à Câmara Municipal de Loures, numa operação que não registou quaisquer incidentes.

RTP /
Ciganos sairam do jardim de Loures e foram para a zona de Frielas RTP

As autoridades iniciaram a operação por volta das 06h15 comunicando às famílias ciganas que aí estavam acampadas de que teriam de abandonar o local já que a mater essa atitude configuraria uma manifestação ilegal.

As famílias ciganas acataram imediatamente as instruções policiais e não se registaram quaisquer incidentes.

Abandonaram o local em que se encontravam e deslocaram-se para a zona de Frielas onde se estão a concentrar. José Fernandes, porta-voz das famílias, reafirmou à RTP a sua firme intenção de não regressar à Quinta da Fonte adiantando que, no entanto, a decisão é pessoal e que cada uma das famílias é livre de regressar ou não às suas antigas casas.

Questionado quanto às intenções futuras, José Fernandes revelou não estar nada ainda decidido por ainda não terem chegado ao local todas as famílias que "foram obrigadas pela polícia a abandonar o local onde se encontravam".

Voltar à Quinta da Fonte está fora de hipóteses

As famílias ciganas acampavam há já vários dias no jardim fronteiro à Câmara de Loures exigindo a atribuição de casas noutro local por recusarem regressar à Quinta da Fonte, por considerar não terem condições de segurança.

José Fernandes, o porta-voz das famílias ciganas acampadas, tinha admitido na passada segunda-feira uma concentração nacional de ciganos na Quinta da Fonte se a situação das 53 famílias não fosse rapidamente resolvida.

Respondendo a essa ameaça, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmara que o governo "não recebe ultimatos nem cede (...) a pressões ou a coacções", e sublinhara que todos os cidadãos estão sujeitos à lei, independentemente da cor da pele, etnia ou condição social.
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