País
Polícia detém sete manifestantes frente à Assembleia da República
Foram feitas sete detenções e um polícia foi hospitalizado na consequência dos confrontos entre os manifestantes que derrubaram as grades de segurança e a polícia que impediu o cordão humano de subir até à Assembleia da República. A PSP reagiu empurrando manifestantes e jornalistas com violência, impedindo o avanço. A repórter da RTP, Rita Marrafa de Carvalho, assistiu a tudo.
No protesto que decorre em frente Assembleia da República (AR), algumas pessoas tentaram subir as escadarias do edifício, derrubando as grades erguidas pelas forças de segurança, o que motivou intervenção policial. A polícia de intervenção carregou no cordão humano que subia as escadas, empurrando manifestantes e jornalistas com violência, como testemunhou a jornalista da RTP, Rita Mafarra de Carvalho.
A polícia efectuou sete detenções na consequência dos incidentes. O comissário que falou aos jornalistas à porta da Assembleia da República, explicou que foram detidos por "questões relacionadas com desobediência". A mesma fonte precisou que, dos sete detidos, dois são cidadãos de nacionalidade estrangeira, um do sexo masculino, e outro do sexo feminino. Um dos detidos de nacionalidade estrangeira agrediu um agente nos confrontos.
O agente tem contusões nos braços, escoriações no crânio e as últimas informações indicam que está livre de perigo. "O agente foi violentamente agredido por um cidadão estrangeiro", disse o porta-voz da PSP. Um fotojornalista foi ferido com uma garrafa de vidro mas está estável. Os incidentes ocorreram por volta das 18 horas, sendo que cerca de meia hora depois, a manifestação voltou a decorrer pacificamente, constatam os repórteres da RTP no local.
A multidão concentrada junto à AR juntava duas manifestações, uma organizada pela UGT e pela CGTP, e outra pela Plataforma 15 de Outubro (indignados), que partiu do Marquês de Pombal pelas 14h30 e se juntou à frente Comum no Rossio esta manhã. Os manifestantes dirigiram-se à Assembleia da República pelas 15h00 e continuam a gritar palavras de ordem no local.
João, estudante de 22 anos, disse à Lusa que, quando os manifestantes começaram a subir as escadas do acesso principal ao Parlamento, a polícia "correu toda a gente ao pontapé, incluindo jornalistas e fotógrafos credenciados que estavam no topo das escadarias".
Duplo cordão policial e ambulâncias junto à AR após confrontos entre manifestantes e polícia
Para a manifestação, a PSP destacou entre 70 a 80 elementos, um número muito superior ao que estava antes dos incidentes desta tarde.
Junto às grades, instaladas desde a última manifestação do movimento dos indignados, a 15 de outubro, os elementos do corpo de intervenção, apoiados por cães, formam um cordão, para impedir a passagem dos manifestantes, pelo menos um milhar, que continuam ali a protestar.
A polícia, em declarações em direto para o Telejornal da RTP, afirma que estava preparada para enfrentar os incidentes ocorridos, tendo "conseguido normalizar a situação de forma célere".
Sindicatos rejeitam envolvimento nos incidentes com a polícia no Parlamento
Os líderes sindicais da CGTP e da UGT distanciaram-se hoje dos confrontos que houve junto à Assembleia da República, em Lisboa, entre manifestantes e polícia, garantindo que greve geral decorreu com "civismo".
Esta tarde, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu em frente à Assembleia da República subir as escadarias do edifício, o que motivou intervenção policial, o que resultou em sete detidos e um agente ferido.
Questionado durante a conferência de imprensa de balanço do dia de greve geral sobre os confrontos registados no local onde terminou a marcha desta tarde da CGTP, Carvalho da Silva afirmou que a estrutura que dirige "não teve nada a ver com isso" e garantiu que "estas situações não favorecem os trabalhadores".
Também João Proença referiu que a "greve geral foi um exemplo de civismo e responsabilidade", acrescentando que "há grupos que se aproveitam [destes dias] para tentar aparecer e provocar situações de conflitualidade".
O líder da UGT reiterou também que estes incidentes "não tiveram nada a ver com as organizações sindicais".
Ainda assim, o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, avisou que o Governo deve ter "consciência de que mais intolerância e injustiça sobre a sociedade pode criar radicalismos que servem a objetivos antidemocráticos".
A polícia efectuou sete detenções na consequência dos incidentes. O comissário que falou aos jornalistas à porta da Assembleia da República, explicou que foram detidos por "questões relacionadas com desobediência". A mesma fonte precisou que, dos sete detidos, dois são cidadãos de nacionalidade estrangeira, um do sexo masculino, e outro do sexo feminino. Um dos detidos de nacionalidade estrangeira agrediu um agente nos confrontos.
O agente tem contusões nos braços, escoriações no crânio e as últimas informações indicam que está livre de perigo. "O agente foi violentamente agredido por um cidadão estrangeiro", disse o porta-voz da PSP. Um fotojornalista foi ferido com uma garrafa de vidro mas está estável. Os incidentes ocorreram por volta das 18 horas, sendo que cerca de meia hora depois, a manifestação voltou a decorrer pacificamente, constatam os repórteres da RTP no local.
A multidão concentrada junto à AR juntava duas manifestações, uma organizada pela UGT e pela CGTP, e outra pela Plataforma 15 de Outubro (indignados), que partiu do Marquês de Pombal pelas 14h30 e se juntou à frente Comum no Rossio esta manhã. Os manifestantes dirigiram-se à Assembleia da República pelas 15h00 e continuam a gritar palavras de ordem no local.
João, estudante de 22 anos, disse à Lusa que, quando os manifestantes começaram a subir as escadas do acesso principal ao Parlamento, a polícia "correu toda a gente ao pontapé, incluindo jornalistas e fotógrafos credenciados que estavam no topo das escadarias".
Duplo cordão policial e ambulâncias junto à AR após confrontos entre manifestantes e polícia
Para a manifestação, a PSP destacou entre 70 a 80 elementos, um número muito superior ao que estava antes dos incidentes desta tarde.
Junto às grades, instaladas desde a última manifestação do movimento dos indignados, a 15 de outubro, os elementos do corpo de intervenção, apoiados por cães, formam um cordão, para impedir a passagem dos manifestantes, pelo menos um milhar, que continuam ali a protestar.
A polícia, em declarações em direto para o Telejornal da RTP, afirma que estava preparada para enfrentar os incidentes ocorridos, tendo "conseguido normalizar a situação de forma célere".
Sindicatos rejeitam envolvimento nos incidentes com a polícia no Parlamento
Os líderes sindicais da CGTP e da UGT distanciaram-se hoje dos confrontos que houve junto à Assembleia da República, em Lisboa, entre manifestantes e polícia, garantindo que greve geral decorreu com "civismo".
Esta tarde, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu em frente à Assembleia da República subir as escadarias do edifício, o que motivou intervenção policial, o que resultou em sete detidos e um agente ferido.
Questionado durante a conferência de imprensa de balanço do dia de greve geral sobre os confrontos registados no local onde terminou a marcha desta tarde da CGTP, Carvalho da Silva afirmou que a estrutura que dirige "não teve nada a ver com isso" e garantiu que "estas situações não favorecem os trabalhadores".
Também João Proença referiu que a "greve geral foi um exemplo de civismo e responsabilidade", acrescentando que "há grupos que se aproveitam [destes dias] para tentar aparecer e provocar situações de conflitualidade".
O líder da UGT reiterou também que estes incidentes "não tiveram nada a ver com as organizações sindicais".
Ainda assim, o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, avisou que o Governo deve ter "consciência de que mais intolerância e injustiça sobre a sociedade pode criar radicalismos que servem a objetivos antidemocráticos".