EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Polícia Judiciária deteve dois presumíveis incendiários

Polícia Judiciária deteve dois presumíveis incendiários

Um dos detidos tem 27 anos e é suspeito de ter ateado dois incêndios na área de Oliveira do Hospital. O jovem tem antecedentes criminais de fogo posto e até cumpriu pena de cadeia. Outro detido, de 43 anos, é suspeito de ser o responsável pelo incêndio florestal, ontem, em Marco de Canaveses, em que arderam 450 m2 de arvoredo próximo de casas. Este ano, foram detidas 30 pessoas suspeitas de fogo posto.

RTP /
Os militares enviaram, para ajudar bombeiros e populares, mais 250 homens para combater e fazer a primeira intervenção aos incêndios Arménio Belo, Lusa

A Polícia Judiciária admite que o homem de 43 anos terá agido quando se encontrava alcoolizado, não apresentando antecedentes criminais.

Segundo a polícia, o operário da construção civil pegou fogo a uma zona de arvoredo, com eucaliptos, pinheiros, sobreiros e mato, junto à estrada, mas que rapidamente alastrou a uma área de 450 metros quadrados.

"O incêndio foi deliberadamente provocado quando o indivíduo se deslocava apeado para a sua residência", lê-se no comunicado policial. "Apenas a pronta intervenção dos bombeiros de Marco de Canaveses impediu que o incêndios progredisse e consumisse uma extensa área florestal junto da qual se inserem diversas habitações", acrescentam as autoridades.

O homem é hoje presente a tribunal para que lhe sejam aplicadas medidas de coacção.

Já o jovem de 27 anos, servente de pedreiro, é suspeito de ter ateado dois fogos na região de Oliveira do Hospital.

Este rapaz tem antecedentes criminais por fogo posto e pelos quais já cumpriu pena de cadeia. Por esse motivo, ficou agora em prisão preventiva.

Três dezenas de detidos

A Polícia Judiciária deteve, entre Janeiro e Agosto, 30 pessoas por fogo posto, 10 das quais em floresta. Cinco pessoas estão em prisão preventiva.

A maioria das detenções por fogos em floresta foi efectuada nas últimas semanas no Centro e Norte do país.

Até meados de Julho, eram 14 os detidos por suspeitas de fogo posto, 13 envolviam suspeitas de incêndios urbanos e um incêndio florestal.

Desde então, as brigadas de prevenção de incêndios e de investigação criminal foram reforçadas em virtude do número de fogos que têm deflagrado.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais iniciou a fase de maior risco de incêndios a 1 de Julho. Esta fase deverá terminar a 30 de Setembro.

No ano passado, por esta altura, tinham sido detidas 40 pessoas, 30 por incêndios urbanos e 10 por incêndios florestais.

500 militares mobilizados

O exército mobilizou 10 pelotões (250 homens) para operações de combate aos fogos florestais. Estes vão juntar-se aos 250 homens que já participavam noutras operações de prevenção de incêndios, principalmente nas matas nacionais.

"Este ano, o Exército já fez 41 intervenções" em situações de fogo, acrescentou o tenente coronel Hélder Perdigão, porta-voz do Exército.

Dos 10 pelotões de militares, quatro seguem para Arcos de Valdevez e outros quatro para São Pedro do Sul. Dois pelotões seguem para Terras do Bouro.

Os militares devem participar na vigilância, combate, primeira intervenção, apoio e rescaldos em fogos nas matas nacionais e em geral.

PUB