Polícia Marítima já aprendeu mais combustível este ano do que em todo o ano de 2025
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
"No plano geográfico, os distritos de Lisboa, Setúbal e Faro constituem áreas de particular incidência operacional, atendendo à identificação de estruturas logísticas de apoio ao narcotráfico marítimo", precisou a AMN.
Entre estas, estão estruturas "destinadas ao transporte de combustível, mantimentos e equipamentos, para apoio e reabastecimento de embarcações envolvidas no transporte de estupefacientes em alto-mar".
"Importa salientar que a apreensão de combustível assume particular relevância operacional, uma vez que permite comprometer a capacidade logística das organizações criminosas, dificultando a execução de operações de transporte e transbordo de estupefaciente por via marítima", sublinhou a AMN, numa resposta recente à Lusa.
Já a GNR remeteu hoje para uma conferência de imprensa a realizar brevemente a apresentação dos dados das apreensões de combustível no combate ao tráfico de droga.
Segundo o Ministério da Justiça, "existe uma solução que permite dar um destino útil a combustíveis apreendidos no âmbito de processos judiciais, evitando a sua destruição sempre que estejam reunidas as condições legais e técnicas necessárias", dispondo a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), que gere as reservas petrolíferas nacionais, de "experiência e capacidade técnica para assegurar" o armazenamento.
"Na sequência dos contactos estabelecidos pelo Ministério da Justiça em estreita articulação com o Ministério do Ambiente e Energia, a ENSE confirmou a possibilidade de armazenamento de gasóleo e gasolina", assegurou à Lusa a tutela.