Ponte 25 de Abril é a “mais segura” das 7200 existentes no país

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O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) garantiu esta quarta-feira no Parlamento que a Ponte 25 de Abril é a “mais segura das 7200 do sistema de gestão de obras de arte”, sendo monitorizada diariamente por ser a mais utilizada. António Laranjo revelou ainda que as obras, que vão decorrer a partir do final de 2018 e com a duração de dois anos, vão obrigar a cortes de trânsito em maio e outubro do próximo ano.

“A Ponte 25 de Abril é a obra de arte mais segura da rede. É utilizada por cerca de 100 milhões de passageiros, ou seja, cerca de 10 vezes a população de Portugal. Aquela que mais intervenções sofreu nos últimos anos, não só pelo alargamento que sofreu entre 1995 e 1999, mas também para o caminho-de-ferro”, afirmou António Laranjo na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

O presidente da Infraestruturas de Portugal foi ouvido no Parlamento por requerimento oral do PS, sobre um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) relativo ao estado de conservação da Ponte 25 de Abril (que liga Lisboa e Almada, no distrito de Setúbal) e que aponta para a necessidade de intervenções na infraestrutura.

Aos deputados, António Laranjo explicou que a “obra tem de ser feita”, mas recordou que para a IP “no calendário dos trabalhos não se trata de uma obras emergente, nem urgente, mas sim uma obra de prioridade”. O presidente da Infraestruturas de Portugal enumerou os concursos e empreitadas que fazem parte das obras já orçadas, acrescentando que 10 empresas demonstraram interesse relativamente ao contrato da empreitada principal, cujo concurso é internacional e no valor de 18 milhões de euros.

“Se fosse emergente era de imediato, o que não é o caso. Se fosse urgente não teria passado este tempo”, frisou.

Segundo António Laranjo a monitorização que é feita à Ponte 25 de Abril dá “garantia que a infraestrutura está em condições”, pelo que não foi necessário fazer obra “com outro tipo de restrições de trânsito”.

A 11 de abril, o presidente do laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Pina, assegurou na mesma comissão parlamentar que a Ponte 25 de Abril não está em risco de colapso, apesar de a palavra ter sido usada no relatório.

"A palavra `colapso` é utilizada em termos de engenharia em vários contextos. Na Ponte 25 de Abril já se verificou o colapso nas zonas que têm as fissuras. Pontualmente, nas zonas onde tem fissuras já entrou em colapso. Aquilo que é referenciado neste relatório é que, além da situação pontual, pode ocorrer o colapso de algum elemento estrutural: um conjunto de pontos, uma chapa de aço que está colocada em cima de uma viga. É esse o colapso que está referenciado naquele parágrafo, onde é utilizada esta palavra", explicou Carlos Pina em abril aos deputados que integram a comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Esta quarta-feira, António Laranjo confirmou que “em linguagem técnica o colapso não tem nada a ver com grave, tem a ver com as fissuras”.

“A IP sustenta em todos os relatórios produzidos que assinalem que há uma evolução deste fenómeno de fissuração que aparece com algum significado após 2010/2011”, afirmou, recordando que o problema tem vindo sempre a ser acompanhado pelos diferentes organismos envolvidos, seja a IP, seja o LNEC.

As obras vão ser realizadas, segundo António Laranjo, devido às fissuras detetas na estrutura da Ponte, a primeira vez em 2006, além do impacto causado pela entrada em funcionamento do comboio em 1999.
Obras motivam corte de trânsito
As obras na Ponte 25 de Abril, com início em abril de 2018 e a duração de dois anos, vai obrigar a cortes de trânsito em maio e outubro de 2019, revelou o presidente da IP. Os trabalhos de manutenção estão orçados em 18 milhões de euros.

“Estão defendidos no contrato de empreitada, cujo concurso está a decorrer, quatro cortes totais de sentido de trânsito”, esclareceu António Laranjo.

Segundo o presidente da Infraestruturas de Portugal, “as interrupções vão acontecer sempre de madrugada, incidindo sobretudo em fins de semana, de forma a minimizar o impacto dno tráfego na ponte”. O Governo autorizou, a 6 de março, a verba de 18 milhões de euros para “trabalhos de reparação e conservação” da Ponte 25 de Abril.

No sentido Lisboa – Almada, o corte vai ocorrer nos dias 18 de 19 de maio (entre as 00h30 e as 08h30) e em 13 e 28 de outubro.

No sentido oposto (Almada – Lisboa) as interrupções estão previstas para o fim de semana de 11 e 12 de maio, além de 12 e 19 de outubro.

O tráfego ferroviário não vai sofrer qualquer perturbação, já que os cortes vão ocorrer entre as 01h30 e as 05h00, altura em que não há circulação de comboios.

C/Lusa

Tópicos:

António Laranjo, Carlos Pina, Infraestruturas de Portugal, LNEC, obras, segurança, Ponte 25 de Abril,

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