População de Santa Iria apela a ministro para reabrir Centro de Urgências
Centenas de pessoas concentraram-se hoje em frente do Ministério da Saúde, em Lisboa, para protestar contra o encerramento do Centro de Atendimento de Urgências (CATUS) de Santa Iria da Azóia e apelar à revogação desta medida.
Segundo disse à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Santa Iria, a concentração "correu bem", apesar de ter sido durante um dia de trabalho, e conseguiu reunir entre 700 a 800 pessoas.
Contudo, dados da Direcção Nacional da PSP indicam apenas a presença de cerca de 300 pessoas.
"Serviu para provar que temos razão quando nos insurgimos contra uma medida lesiva para milhares de utentes", defendeu Ernesto Costa, lembrando que aquela unidade de saúde servia cerca de 18.500 utentes de Santa Iria e perto de 20 mil da Bobadela e de São João da Talha.
O caso tem quase um mês e, segundo Ernesto Costa, ocorre depois da direcção regional de saúde de Lisboa e da directora do CATUS de Sacavém terem anunciado a 27 de Janeiro o encerramento daquela unidade de atendimento a partir do dia 06 de Fevereiro e a transferência de todos os seus utentes para a unidade de Moscavide.
"A população sente-se enganada porque em vez de melhorarem pioram as condições de vida", disse o presidente da Junta para justificar a recusa e o protesto da população em mudar-se para Moscavide.
Outra justificação tem que ver também com a falta de transportes a partir do cair da noite, o que dificulta o acesso da população ao CATUS de Moscavide.
Segundo explicou Ernesto Costa, a concentração começou por volta das 16:00 e cerca de uma hora depois alguns populares conseguiram ser recebidos pela chefe de gabinete do ministro da Saúde, a quem entregaram uma moção aprovada por unanimidade na Assembleia de Freguesia.
"A moção ilustra o nosso mais profundo desagrado quanto à decisão tomada e faz um apelo para que o ministro reconsidere e volte a haver CATUS em Santa Iria", disse o presidente da Junta.
Para já, e enquanto aguarda por uma resposta por parte da tutela, a Junta de Freguesia vai quarta-feira solicitar uma reunião com a directora da Sub-região de Saúde de Lisboa.
"Vamos pensar positivo e esperar que o senhor ministro estude a situação, mas acredito que ele não deixará de mandar repensar esta decisão", frisou Ernesto Costa.
Está também marcado um novo plenário com toda a população para dia 03 ou 04 de Março, caso estas acções não obtenham resultados e seja necessário estudar alternativas, adiantou.