País
Portugal consome muito antibióticos e mal
Portugal ocupa o quarto lugar no "ranking" dos países da União Europeia que mais utilizam antibióticos e é o segundo que mais recorre aos de largo espectro, um consumo que é muitas vezes sugerido ao médico pelo doente.
Os dados constam de um estudo hoje apresentado em Lisboa sobre o uso dos antibióticos, realizado antes e depois de uma campanha que visou a utilização destes medicamentos de forma adequada.
Um antibiótico é uma substância que interfere com a capacidade das bactérias (organismos vivos) funcionarem normalmente podendo inibir o seu crescimento (antibiótico bacteriostático) ou simplesmente aniquilá-las (bactericida).
Apesar dos antibióticos serem indicados para o tratamento de infecções bacterianas - entre as quais doenças graves como a meningite, mas também problemas mais comuns, como o acne e a amigdalite - estes medicamentos são muitas vezes indevidamente utilizados para tentar curar doenças causadas por vírus, como constipações e gripes.
Além do seu uso para fins indevidos, os portugueses revelam-se maus utilizadores dos antibióticos, o que está a levar as bactérias a "aprenderem" a tornar-se resistentes, conforme o estudo hoje apresentado.
"A manter-se esta tendência, isto significa que a prazo ficaremos sem armas terapêuticas para combatermos as infecções bacterianas", indica a apresentação do estudo patrocinado por um laboratório que teve como parceiros o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) e as ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos.
Os especialistas alertam para o facto do número de bactérias resistentes aos antibióticos ter vindo a crescer significativamente.
"Infecções que há alguns anos eram facilmente combatidas, amanhã poderão ser causa de morte. Tudo devido ao mau uso que temos dado aos antibióticos e que está a permitir que as bactérias aprendam a tornar-se resistentes", afirmam os especialistas.
O estudo colocou Portugal na quarta posição dos países da União Europeia no que respeita ao consumo global de antibióticos em ambulatório, subindo para o segundo lugar no caso específico do consumo das quinolonas (um grupo de antibióticos de largo espectro).
O estudo hoje apresentado foi realizado antes e depois da campanha "Antibióticos: use-os de forma adequada", que decorreu em Novembro de 2004 e que tem agora uma nova fase que visa esclarecer a população de que estes medicamentos "nem sempre são o melhor remédio".
Destinado a testar o conhecimento e os hábitos de uso de antibióticos entre os portugueses, o estudo foi ainda realizado junto dos médicos, de forma a caracterizar a pressão feita pelos doentes para a prescrição.
A investigação - que contou com inquéritos a mais de 1.600 pessoas - apurou que, "apesar de se verificar uma melhoria do
conhecimento sobre o uso correcto dos antibióticos", "a alteração efectiva dos comportamentos é mais difícil de se atingir".
Quase metade (43 por cento) dos inquiridos ignora as situações em que o uso de antibióticos é inadequado e 22 por cento é da opinião de que deve tomar antibióticos para combater uma gripe.
Um em cada três entrevistados confessou que deita no lixo as embalagens de antibióticos inacabadas, sendo que apenas 37 por cento afirma entregar estas embalagens na farmácia.
Entre os comportamentos que é necessário mudar, os especialistas destacam a utilização dos antibióticos em infecções virais e o incumprimento do regime terapêutico prescrito, designadamente quanto aos horários e duração do tratamento.
Um antibiótico é uma substância que interfere com a capacidade das bactérias (organismos vivos) funcionarem normalmente podendo inibir o seu crescimento (antibiótico bacteriostático) ou simplesmente aniquilá-las (bactericida).
Apesar dos antibióticos serem indicados para o tratamento de infecções bacterianas - entre as quais doenças graves como a meningite, mas também problemas mais comuns, como o acne e a amigdalite - estes medicamentos são muitas vezes indevidamente utilizados para tentar curar doenças causadas por vírus, como constipações e gripes.
Além do seu uso para fins indevidos, os portugueses revelam-se maus utilizadores dos antibióticos, o que está a levar as bactérias a "aprenderem" a tornar-se resistentes, conforme o estudo hoje apresentado.
"A manter-se esta tendência, isto significa que a prazo ficaremos sem armas terapêuticas para combatermos as infecções bacterianas", indica a apresentação do estudo patrocinado por um laboratório que teve como parceiros o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) e as ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos.
Os especialistas alertam para o facto do número de bactérias resistentes aos antibióticos ter vindo a crescer significativamente.
"Infecções que há alguns anos eram facilmente combatidas, amanhã poderão ser causa de morte. Tudo devido ao mau uso que temos dado aos antibióticos e que está a permitir que as bactérias aprendam a tornar-se resistentes", afirmam os especialistas.
O estudo colocou Portugal na quarta posição dos países da União Europeia no que respeita ao consumo global de antibióticos em ambulatório, subindo para o segundo lugar no caso específico do consumo das quinolonas (um grupo de antibióticos de largo espectro).
O estudo hoje apresentado foi realizado antes e depois da campanha "Antibióticos: use-os de forma adequada", que decorreu em Novembro de 2004 e que tem agora uma nova fase que visa esclarecer a população de que estes medicamentos "nem sempre são o melhor remédio".
Destinado a testar o conhecimento e os hábitos de uso de antibióticos entre os portugueses, o estudo foi ainda realizado junto dos médicos, de forma a caracterizar a pressão feita pelos doentes para a prescrição.
A investigação - que contou com inquéritos a mais de 1.600 pessoas - apurou que, "apesar de se verificar uma melhoria do
conhecimento sobre o uso correcto dos antibióticos", "a alteração efectiva dos comportamentos é mais difícil de se atingir".
Quase metade (43 por cento) dos inquiridos ignora as situações em que o uso de antibióticos é inadequado e 22 por cento é da opinião de que deve tomar antibióticos para combater uma gripe.
Um em cada três entrevistados confessou que deita no lixo as embalagens de antibióticos inacabadas, sendo que apenas 37 por cento afirma entregar estas embalagens na farmácia.
Entre os comportamentos que é necessário mudar, os especialistas destacam a utilização dos antibióticos em infecções virais e o incumprimento do regime terapêutico prescrito, designadamente quanto aos horários e duração do tratamento.