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Portugal substima a medicina dentária forense

Portugal substima a medicina dentária forense

A medicina dentária forense, que permitiu descobrir o mais terrível "serial killer" e criminoso sexual dos Estados Unidos da América, está arredada do Instituto Português de Medicina Legal.

Agência LUSA /

"Não há nenhum perito em medicina dentária forense a trabalhar no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) porque não abrem concursos públicos. E fazem muita falta", lamentou hoje La Salete Alves, uma das poucas peritas portuguesas naquela subespecialidade médico-legal.

Para sublinhar a importância da medicina dentária forense, La Salete Alves sublinhou o caso de Theodore Bundy, (Ted), um conhecido "serial killer" norte-americano que confessou ter assassinado mais de 35 mulheres num período de quatro anos.

Ted só o admitiu, contudo, depois de a medicina dentária forense ter comprovado cientificamente que fora ele quem mordera a nádega de uma das vítimas.

La Salete Alves - que falava à agência Lusa no Porto, à margem de um curso livre sobre Medina Legal - sublinhou ainda a "importância crescente" da medicina dentária forense em caso de catástrofes e referiu que "só no tsunami da Tailândia, 85,5 por cento dos cadáveres foram identificados pelos registos dentários".

A especialista revelou que está em embrião uma associação de medicina dentária forense em Portugal que pretende contribuir para que as autoridades portuguesas se empenhem em valorizar mais esta vertente da Medicina Legal.

"As técnicas que vemos em algumas séries televisivas não são ficção. São apenas em Portugal", afirmou.

Na abertura do curso livre, que registou oito centenas de inscrições, o dinamizador da iniciativa, José Pinto da Costa, referiu- se também ao alegado défice da Medicina Legal portuguesa.

Por falta de meios humanos e materiais, a sua capacidade de resposta é muito deficitária e não é por acaso que juízes, procuradores da república e advogados protestam", disse.

Além de responder mal às necessidades, a Medicina Legal portuguesa "é das mais caras do mundo", assegurou.

Pinto da Costa defendeu a possibilidade das instituições privadas com credibilidade técnico-científica servirem os tribunais em igualdade de circunstâncias com as instituições do Estado".

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