País
Portugal tudo fará para alcançar paz justa na Ucrânia, garante secretária de Estado dos Assuntos Europeus
Uma guerra longa, sem fim à vista e cuja única solução será negociar, negociar e negociar. É a conclusão, unânime, dos diversos especialistas ouvidos no programa da Antena 1, Consulta Pública.
Fotografias: Andreia Brito
Para a responsável pelos Assuntos Europeus esta guerra é “cruel e ilegal” e defende por isso a importância do apoio da União Europeia (UE) e das negociações de paz.
Para António Martins da Cruz “a Ucrânia não perdeu a guerra e a Rússia não a ganhou”. O que significa, diz o diplomata e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, “que, provavelmente, a única solução passa pela mesa das negociações e não pelo campo de batalha”.
Da mesma opinião partilha Teresa Almeida Cravo. Na opinião da comentadora de Política Internacional da Antena 1 “não há um vencedor claro, mas existe uma situação assimétrica”. E defende que “o que tem permitido à Ucrânia resistir, até agora, tem a ver com o apoio dos EUA e da UE que tem sido essencial”.
A importância dos Estados Membros é destacada por Ana Cavalieri. A investigadora do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa afirma que “a UE tem demonstrado imensa força e resiliência e imenso apoio para conseguir que a posição ucraniana esteja fortalecida na mesa das negociações”.
Mário Godinho de Matos, antigo embaixador de Portugal em Moscovo acrescenta que “não se vê fim para a guerra que vai ter consequências muito gravosas e muito importantes em termos do que será a futura arquitetura europeia de segurança”.
De ano para ano, o conflito tem ficado mais perigoso. É o que relata André Luís Alves. É repórter independente e cobre a guerra na Ucrânia desde 2022. “A linha da frente está muito mais perigosa para militares e jornalistas. Tenho vários amigos que perderam pernas e braços e alguns morreram”. André Luís Alves conclui: “a guerra está muito mais mortífera, perigosa e imprevisível”.
Soraya Ventura, diretora-geral da Fundação Portugal com ACNUR, reforça essa ideia: “a guerra está mais perigosa. 2025 foi o ano mais mortífero para civis. 2 mil e 500 mortes e mais de 12 mil feridos. É um aumento de 30% em comparação com 2024”.
Milhares de ucranianos entraram em Portugal, desde que a guerra começou. Tiveram de aprender a lidar com algumas diferenças, como a cultura ou a língua.
Para muitos, falar português continua a ser um desafio gigante, mas não é o único. Também pesam as saudades de casa e, sobretudo, o perigo que enfrentam os familiares que ficaram na Ucrânia.
A repórter Cristina Borges foi ouvir vários ucranianos a viver em Portugal. Passados quatro anos alguns tomaram a decisão de ficar por cá. Outros, como é o caso dos mais jovens, pensam num regresso. O programa Consulta Pública é moderado pelo jornalista Frederico Moreno.
Para muitos, falar português continua a ser um desafio gigante, mas não é o único. Também pesam as saudades de casa e, sobretudo, o perigo que enfrentam os familiares que ficaram na Ucrânia.
A repórter Cristina Borges foi ouvir vários ucranianos a viver em Portugal. Passados quatro anos alguns tomaram a decisão de ficar por cá. Outros, como é o caso dos mais jovens, pensam num regresso. O programa Consulta Pública é moderado pelo jornalista Frederico Moreno.