Portugal vai receber e testar tecnologia de defesa em exercício militar europeu
Portugal vai acolher entre os meses de setembro e outubro o exercício de experimentação operacional (OPEX) da Agência Europeia de Defesa (EDA), em que será testado armamento desenvolvido por empresas europeias e nacionais.
O OPEX insere-se no âmbito do "Hub for Defence Innovation" (HEDI) da EDA que no ano passado teve lugar em Itália, fazendo de Portugal o segundo país a receber este exercício de experimentação de armamento.
Os testes serão realizados no Campo Militar de Santa Margarida e contarão com a representação a nível da indústria de defesa "de todos os Estados-membros" da União Europeia (UE), segundo uma fonte do Exército contactada pela Lusa.
Paralelamente, irá decorrer o exercício anual Army Technological Experimentation (ARTEX26) do Exército que, na edição de 2025, contou com a participação de 29 entidades do foro industrial, de investigação e académico, nacional e internacional.
Estes exercícios promovem "um ambiente controlado que permite testar novas tecnologias em condições operacionais seguras e realistas", adiantou a fonte.
Estão abertas as candidaturas para participação no ARTEX26, que devem ser submetidas até 20 de fevereiro.
"Vai potenciar que a `network` nacional em termos de indústria de defesa se saia robustecida por esta ligação: é um meio onde se podem conhecer, testar soluções e até que daqui surgirem novas sinergias entre aquilo que tem a nossa indústria nacional e a indústria europeia", adiantou.
Os exercícios permitirão ainda a realização de testes de sistemas autónomos terrestres e aéreos, apoio logístico, reconhecimento e vigilância, munições de permanência (drones de uso único, ou `drones de sacrifício`, que são guiados até a um alvo) e testes de contramedidas anti-drone.
A EDA, no comunicado em que anunciou a edição a decorrer em Portugal, descreveu o OPEX como tendo sido concebido para "acelerar a inovação na área da defesa, colocando tecnologias de última geração, que já se encontram em estágio avançado de desenvolvimento, em condições operacionais desafiadoras e reais".
Esta edição pretende passar "da fase de prova de conceito para o estabelecimento de uma rede de experimentação multinacional mais ampla", com o objetivo de "acelerar a transição de tecnologias promissoras da demonstração para a rápida adoção nas forças armadas da Europa", acrescenta o comunicado.