Português fugido de hospital psiquiátrico dado como desaparecido no espaço Schengen

Lisboa, 14 Mar (Lusa) - O cidadão português que segunda-feira fugiu de um hospital psiquiátrico no Luxemburgo figura na base de dados de Schengen como desaparecido disse hoje à Agência Lusa fonte da Polícia Grã-Ducal do Luxemburgo.

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A mesma fonte explicou que a captura do português Paulo Manuel Ramos Gonçalves já não é "da responsabilidade das autoridades judiciais luxemburguesas, mas sim do país onde este se encontrar".

"No caso de o indivíduo voltar ao Luxemburgo [onde responde por acusação de homicídio involuntário] este continuará a ser considerado inimputável pelas autoridades luxemburguesas e deverá ser novamente internado numa clínica psiquiátrica, caso os médicos que o acompanham assim o entenderem", acrescentou.

A fonte adiantou ainda à Lusa que os partidos de oposição do Luxemburgo enviaram hoje um pedido ao Parlamento luxemburguês para apurar os responsáveis pela fuga do português.

Segundo noticiou quinta-feira o diário espanhol El Mundo "online", as autoridades de Madrid receberam um alerta urgente para capturar um cidadão português considerado como um "criminoso muito perigoso e extremamente violento", que fugiu segunda-feira do centro psiquiátrico de Ettelbruck, Luxemburgo.

Num comunicado do Comando da Guarda Civil de Lleida, o português Paulo Manuel Ramos Gonçalves, 36 anos, que cumpria pena no Luxemburgo, terá passado por França e estaria em Espanha, a caminho de Portugal.

As autoridades luxemburguesas emitiram o alerta para a captura com carácter urgente porque "se teme que durante a fuga possa cometer numerosos delitos", referiu ainda o El Mundo, citando um outro comunicado, da Unidade de Cooperação Policial Internacional do Luxemburgo.

Fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades confirmou que o português Paulo Manuel Ramos Gonçalves estava internado num hospital psiquiátrico no Luxemburgo de onde fugiu e sofre de doenças psíquicas, porém "não tem indicações sobre perigosidade elevada" do indivíduo.

A mesma fonte afirmou que o indivíduo responde por acusação de homicídio involuntário neste país.

Antes da fuga do cidadão português, os serviços do hospital onde se encontrava internado solicitaram às autoridades de Lisboa, a emissão de novos documentos de identificação, adiantou a mesma fonte, que precisou que o indivíduo está registado no Consulado Geral de Portugal no Luxemburgo.


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