Portugueses não consomem suplementos vitamínicos

Menos de um em cada dez portugueses consome suplementos vitamínicos, bastante menos que os restantes europeus, segundo um estudo sobre a importância das vitaminas e dos minerais na nutrição e na prevenção de doenças crónicas.

Agência LUSA /

O estudo, que será hoje apresentado em Lisboa durante a conferência sobre "Vitaminas & Minerais - Informar é Preciso", permitiu apurar que 6,1 por cento da população portuguesa consome suplementos vitamínicos.

Valores que, segundo os autores do estudo, estão "bastante abaixo dos restantes países europeus", como a Itália, onde um quinto das pessoas consome aqueles produtos.

A investigação - encomendada por um laboratório - revelou que 66 por cento dos consumidores de suplementos vitamínicos são do sexo feminino.

As vantagens destes produtos são interpretadas de forma diferente, consoante o escalão etário dos entrevistados.

Os consumidores com idades entre os 25 e os 49 anos optam pelos suplementos vitamínicos para recuperarem de doenças, combater o stress ou por serem fumadores.

Os utilizadores destes produtos fumam menos do que a restante população portuguesa (75 por cento dos inquiridos dizem não fumar ou fumar cinco ou menos cigarros por dia), revelou o estudo.

Factores relacionados com o bem-estar pessoal motivam as opções dos consumidores mais jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, e dos que têm mais de 50 anos.

Um terço dos consumidores (32 por cento) utiliza este tipo de suplementos para obter um fortalecimento a nível físico, enquanto um quarto dos inquiridos revelou que a sua opção pelos suplementos vitamínicos prende-se com "os efeitos positivos que estes proporcionam para o estado geral da saúde".

Os especialistas referem que "o stress transformou-se no denominador comum da vida moderna, representando uma sobrecarga individual, familiar e social implacável".

"Esta sobrecarga física e psíquica repercute-se num acréscimo de necessidades nutritivas, no sentido da reposição das capacidades bioenergéticas do indivíduo e da consequente capacidade de resposta ao desgaste, à fadiga e à resistência à doença", adiantam.

Apesar dos frutos e os vegetais constituírem a principal fonte de muitas vitaminas e os especialistas recomendarem a ingestão de cinco porções diárias, apenas 20 a 30 por cento da população cumpre este objectivo.

Por esta razão, muitos médicos aconselham a toma diária de um multivitamínico, sobretudo pelos benefícios já conhecidos ou suspeitos do ácido fólico e das vitaminas B6, B12 e D, na prevenção de doenças cardiovasculares, cancro e osteoporose.

A investigação apurou ainda que os factores económicos "não são os determinantes para o uso regular - pelo menos de uma vez por ano - nesta categoria de produto".

PUB