Possível derrocada de chaminé da escola básica Paulino Montez leva à intervenção das autoridades
Lisboa, 17 abr (Lusa) - A possível derrocada de uma chaminé da escola básica do 1º ciclo Paulino Montez levou os serviços da protecção civil e dos sapadores de Lisboa a deslocarem-se quarta-feira ao local, após um alerta da Câmara de Lisboa.
Victor Pereira, Chefe de Divisão de Planeamento e Operações do Departamento de Protecção Civil da Câmara Municipal de Lisboa disse à Lusa que foram contactados pelo Departamento de Educação e Juventude da autarquia para se deslocarem à escola "porque estava a chover e que havia uma possível derrocada de uma chaminé".
A mesma fonte assegurou, no entanto, que hoje já foi à escola um técnico do Departamento de Educação e Juventude da Câmara municipal de Lisboa.
O relatório efectuado pelos sapadores de Lisboa confirmou que "pedaços de cimento provenientes do telhado caíram no átrio da escola e que ficaram interditas ao funcionamento as sala 5 do 2º piso e no 1º andar, uma casa-de-banho feminina e a sala de apoio a multi-deficiência", referiu Victor Pereira.
O relatório concluiu ainda que esta escola se encontra "em avançado estado de degradação e que foram alertadas as várias entidades, por se tratar de uma escola centenária e de necessitar de uma requalificação urgente".
Em declarações à Lusa, Telma Rodrigues, presidente da associação de pais da escola, confirmou a presença da protecção civil e dos sapadores na escola, depois do alerta dado pela autarquia de Lisboa, e revelou que foi montado no átrio exterior da escola um perímetro de segurança.
Após montado o perímetro de segurança, apareceram dois técnicos da câmara para avaliar as condições, mas "não foram ao telhado e limitaram-se apenas a olhar sem terem feito uma qualquer avaliação técnica à chaminé", contou Telma Rodrigues.
"Existe um chaminé na escola que está na iminência de ruir e como pais e encarregados de educação estamos preocupados, com os nossos filhos", salientou.
A porta-voz dos encarregados de educação acrescentou ainda que "os telhados estão velhos e a escola necessita urgentemente de uma intervenção porque há crianças até as 19:00 na escola e com a chuva a situação pode vir a piorar".
Telma Rodrigues revelou ainda a sua preocupação pelo facto de na escola existirem cinco crianças em cadeira de rodas e que precisam de cuidados especiais.
A escola básica do 1º ciclo Paulino Montez juntamente com o jardim-de-infância do agrupamento das piscinas dos olivais tem cerca de 300 alunos.
A escola nunca foi encerrada e hoje funcionou normalmente e apenas foram evacuados os alunos das salas em perigo para outras salas bem como algum material da sala multi-deficientes.
A Lusa tentou obter esclarecimentos por parte da câmara de Lisboa, mas não foi possível até ao momento.
JZB.
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