Postura humanística na base da distinção do Bispo D. Manuel Clemente

O júri do Prémio Pessoa decidiu este ano distinguir o bispo do Porto D. Manuel Clemente, a quem se refere como "uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo". Pela primeira vez em 22 anos, o Prémio Pessoa foi atribuído a uma personalidade da Igreja.

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Pela primeira vez em 22 anos, o Prémio Pessoa foi atribuído a uma personalidade da Igreja Estela Silva, Lusa

"Em tempos difíceis como os que vivemos actualmemte, D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo", declarou o júri a partir do Palácio de Seteais, em Sintra, onde esteve reunido nos últimos dias até decidir a atribuição do prémio ao prelado de 61 anos.

"A sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, do combate à exclusão e da intervenção social da Igreja", acrescentou o júri, presidido por Francisco Pinto Balsemão, líder do Conselho de Administração da empresa proprietária do semanário Expresso, que promove o Prémio Pessoa, no valor de 60 000 euros, com o patrocínio da CGD.

Prémio distingue intervenção "na vida cultural e científica do país"

Promovido pelo Expresso, o Prémio Pessoa pretende "reconhecer a actividade de pessoas portuguesas com papel significativo na vida cultural e científica do país".

No ano passado, o prémio foi entregue ao arquitecto Carrilho da Graça.

Entre as anteriores personalidades distinguidas encontram-se o historiador José Mattoso (primeira edição, em1987), a pianista Maria João Pires (1989), o escritor José Cardoso Pires (1997), o arquitecto Souto Moura (1998), o investigador Sobrinho Simões (2002) e o constitucionalista Gomes Canotilho (2003).

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