País
PR em visita de Estado a Angola no próximo ano
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá realizar, no próximo ano, uma visita de Estado a Angola. De visita a Portugal, o Presidente angolano, João Lourenço, disse ao início da tarde, numa conferência de imprensa conjunta no Palácio de Belém, que os "amigos querem-se juntos, os amigos devem visitar-se mutuamente".
Depois de notar que a última visita de um chefe de Estado angolano a Portugal foi há nove anos, João Lourenço avançou que o homólogo português irá em visita de Estado a Angola em 2919.
"Viemos corrigir algo que nos parece anormal, pelo facto de termos deixado passar um período bastante longo se que tivesse havido a troca de visitas de Chefe de Estado de um país para o outro. Os amigos querem-se junto, os amigos devem-se visitar mutuamente", declarou João Lourenço.
Segundo o Presidente da República de Angola, a visita de António Costa a Luanda há dois meses "foi uma visita bastante oportuna, frutuosa, com resultados palpáveis".
Esta sexta-feira, no Porto, serão assinados "12 instrumentos de cooperação, apenas 12 porque não pretendemos esgotá-los enquanto o Presidente Marcelo não visitar Luanda", disse João Lourenço durante a sua intervenção no Palácio de Belém, no início da sua visita de Estado de três dias a Portugal.
"Estamos a dar oportunidade de, durante a sua visita a Angola no próximo ano, em data que as diplomacias vão acordar, podermos também assinar instrumentos de cooperação que venham consolidar os nossos laços de amizade e cooperação económica", acrescentou João Lourenço.
João Lourenço convida empresários portugueses “a participarem na diversificação económica”
O Presidente angolano convidou os empresários lusos a “investirem em força nos mais diferentes domínios da economia”, noutras áreas para além do petróleo, de modo a contribuir para levantar a economia do seu país “do estado de letargia em que se encontra”.
O Presidente angolano convidou os empresários lusos a “investirem em força nos mais diferentes domínios da economia”, noutras áreas para além do petróleo, de modo a contribuir para levantar a economia do seu país “do estado de letargia em que se encontra”.
"Angola vive uma nova fase com importantes reformas que vêm sendo feitas em diversos domínios e com interesse em diversificar a sua economia", sublinhou o chefe de Estado, na sua intervenção inicial no Palácio de Belém, no âmbito da visita de Estado que João Lourenço está a realizar a Portugal.
O Presidente de Angola refriu que procura investimento para além daquela “que constitui a principal fonte de receitas de Angola, que mais contribui para o PIB, que é o petróleo. Gostaríamos que o petróleo existe e passar a viver de outras formas de economia. E para isso Angola tem grande potencial, em outras áreas que estão adormecidas e para levantar do estado de letargia em que se encontra, contamos sinceramente com o contributo dos homens de negócio portugueses", disse.
Portugal e Angola vivem “novo ciclo”
Marcelo Rebelo de Sousa considera que Portugal e Angola vivem uma nova fase nas relações.
“Ultrapassadas recriminações, suspeições, incompreensões, umas muito antigas, outras mais recentes, assumida Angola como Estado com manifesta e crescente relevância em todas as latitudes, mais fácil é encontrar caminhos mais estreitos com Portugal, ele próprio mais internacional, nas Nações Unidas, na Organização Internacional para as Migrações, no Eurogrupo”, disse o Presidente da República.
Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ainda à celebração de acordos, esta sexta-feira, para a educação, saúde, cultura, justiça, economia e finanças.
“Ultrapassadas recriminações, suspeições, incompreensões, umas muito antigas, outras mais recentes, assumida Angola como Estado com manifesta e crescente relevância em todas as latitudes, mais fácil é encontrar caminhos mais estreitos com Portugal, ele próprio mais internacional, nas Nações Unidas, na Organização Internacional para as Migrações, no Eurogrupo”, disse o Presidente da República.
Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ainda à celebração de acordos, esta sexta-feira, para a educação, saúde, cultura, justiça, economia e finanças.
"Os políticos servem os Estados para servirem os povos. Por isso, é bom que os acordos a celebrar amanhã na educação, na saúde, na cultura, na justiça, na economia, nas finanças, sirvam necessidades concretas dos povos", afirmou.
"Por isso, é bom que o empenho na construção de atrativo ambiente empresarial e na diversificação e descentralização económicas reforcem as legítimas expectativas dos povos", acrescentou o chefe de Estado português.
"Por isso, é bom que o empenho na construção de atrativo ambiente empresarial e na diversificação e descentralização económicas reforcem as legítimas expectativas dos povos", acrescentou o chefe de Estado português.
O Presidente da República defendeu "neste novo ciclo, fazer menos por ideologias, preconceitos, lastros do passado e mais, muito mais, por um sensato realismo de sonharem com um melhor futuro".
O Presidente da República apontou a presidência de João Lourenço como uma primeira dimensão deste "novo ciclo, com três dimensões que se completam”. O chefe de Estado notou que o programa de João Lourenço inclui desejo de mudança, equilíbrio financeiro, diversificação e crescimento económico, a afirmação do Estado de Direito e o combate à corrupção, entre outros.
Marcelo Rebelo de Sousa condecorou João Lourenço com a Ordem de D. Henrique.