País
Praga de percevejos interrompe curso de formação da GNR em Portalegre
A denúncia é feita pela Associação dos Profissionais da Guarda. GNR confirma que formação presencial foi suspensa. Aulas prosseguem à distância.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) revelou esta quarta-feira que o curso de formação de Guardas que decorria em Portalegre "foi interrompido", devido à "existência de uma praga de percevejos" nas instalações.
Em comunicado, a APG/GNR relata que "recebeu diversas denúncias" que "dão conta" de que o curso está interrompido e defende a "necessidade de deslocalização" do Centro de Formação de Portalegre da GNR, "por falta de condições".
"É uma realidade com décadas e à qual não têm existido respostas adequadas", lamenta.
A APG/GNR refere também que tem "recebido relatos da existência de baratas" e de que os formandos do curso de Guardas pernoitam nas instalações "em condições absolutamente indignas", em beliches em que "estão 20 elementos por quarto, sem qualquer tipo de climatização".
"Não será demais relembrar que estas instalações em que pernoitam os formandos são contentores provisórios há já cerca de 30 anos, realidade que, lamentavelmente, dispensa considerações", acrescenta.
No documento, a APG/GNR recorda que a construção das novas instalações está projetada, mas considera "absolutamente inadmissível" que não tenham sido, entretanto, "encontradas soluções" de alojamento adequadas para os formandos e que se "chegue ao ponto de tornar esta situação um caso de saúde pública".
A associação alerta no comunicado que "estão em causa mais de 400 formandos", cujo primeiro contacto com a instituição "ilustra da pior forma a falta de atratividade" que a carreira poderá oferecer.
"A APG/GNR exorta o Governo a tomar medidas urgentes que se entendam como necessárias e que permitam garantir a retoma do curso de formação de Guardas com a merecida celeridade e que sejam encontradas soluções que respeitem a dignidade daqueles que pretendem ingressar na Instituição, bem como a sua saúde", lê-se no documento.
A APG/GNR considera ainda que esta é uma "situação gravíssima" e que "evidencia em rigor" os muitos projetos de requalificação e construção de instalações da GNR que se "arrastam durante anos apenas no papel".
Em comunicado, a APG/GNR relata que "recebeu diversas denúncias" que "dão conta" de que o curso está interrompido e defende a "necessidade de deslocalização" do Centro de Formação de Portalegre da GNR, "por falta de condições".
"É uma realidade com décadas e à qual não têm existido respostas adequadas", lamenta.
A APG/GNR refere também que tem "recebido relatos da existência de baratas" e de que os formandos do curso de Guardas pernoitam nas instalações "em condições absolutamente indignas", em beliches em que "estão 20 elementos por quarto, sem qualquer tipo de climatização".
"Não será demais relembrar que estas instalações em que pernoitam os formandos são contentores provisórios há já cerca de 30 anos, realidade que, lamentavelmente, dispensa considerações", acrescenta.
No documento, a APG/GNR recorda que a construção das novas instalações está projetada, mas considera "absolutamente inadmissível" que não tenham sido, entretanto, "encontradas soluções" de alojamento adequadas para os formandos e que se "chegue ao ponto de tornar esta situação um caso de saúde pública".
A associação alerta no comunicado que "estão em causa mais de 400 formandos", cujo primeiro contacto com a instituição "ilustra da pior forma a falta de atratividade" que a carreira poderá oferecer.
"A APG/GNR exorta o Governo a tomar medidas urgentes que se entendam como necessárias e que permitam garantir a retoma do curso de formação de Guardas com a merecida celeridade e que sejam encontradas soluções que respeitem a dignidade daqueles que pretendem ingressar na Instituição, bem como a sua saúde", lê-se no documento.
A APG/GNR considera ainda que esta é uma "situação gravíssima" e que "evidencia em rigor" os muitos projetos de requalificação e construção de instalações da GNR que se "arrastam durante anos apenas no papel".
GNR confirma
A GNR confirma a "presença de percevejos" em "alguns espaços" de alojamento e instalações sanitárias do Centro de Formação de Portalegre, indicando que as aulas vão ser suspensas presencialmente a partir de quarta-feira.
Numa resposta enviada à agência Lusa por correio eletrónico sobre este caso, a Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR explica que, na sequência desta situação, e "como medida preventiva", as aulas presenciais foram suspensas "entre os dias 16 e 18 de setembro" para "salvaguardar a saúde e a integridade" dos formandos.
"Não obstante, a atividade letiva manter-se-á durante este período, em regime de ensino à distância, através de meios online. Assim, o Curso de Formação de Guardas não se encontra interrompido, sendo temporariamente alterada a modalidade de ensino", acrescentam.
O atual Centro de Formação da GNR em Portalegre está instalado no Convento de São Bernardo, ao abrigo de um protocolo de cedência entre os ministérios da Defesa e da Administração Interna.
Para Portalegre está projetada a construção, na zona industrial da cidade, de um novo centro de formação e também das novas instalações da Comando Territorial de Portalegre da GNR, que ocuparão um terreno com 11 hectares, cedido pelo município, mas a obra ainda não avançou.
Numa resposta enviada à agência Lusa por correio eletrónico sobre este caso, a Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR explica que, na sequência desta situação, e "como medida preventiva", as aulas presenciais foram suspensas "entre os dias 16 e 18 de setembro" para "salvaguardar a saúde e a integridade" dos formandos.
"Não obstante, a atividade letiva manter-se-á durante este período, em regime de ensino à distância, através de meios online. Assim, o Curso de Formação de Guardas não se encontra interrompido, sendo temporariamente alterada a modalidade de ensino", acrescentam.
O atual Centro de Formação da GNR em Portalegre está instalado no Convento de São Bernardo, ao abrigo de um protocolo de cedência entre os ministérios da Defesa e da Administração Interna.
Para Portalegre está projetada a construção, na zona industrial da cidade, de um novo centro de formação e também das novas instalações da Comando Territorial de Portalegre da GNR, que ocuparão um terreno com 11 hectares, cedido pelo município, mas a obra ainda não avançou.
(Atualizado com a confirmação da Guarda Nacional Republicana)