Praga de roedores não chegou a Portugal

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu que ainda não foram detectados em Portugal vestígios da praga de roedores que está afectar a região espanhola de Castela e Leão e a aproximar-se da fronteira.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Nunes Correia afirmou que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está a monitorizar a situação.

"Não é certo que essa praga chegue a Portugal, dizem-me que há uma barreira natural que é o Rio Douro", afirmou o ministro, frisando que o Governo vai continuar a acompanhar a situação.

Considerou que a palavra "alarmante" é excessiva para classificar o que se está a passar em Espanha, embora entenda que o que se vive do lado de lá da fronteira "é suficiente para acompanhamos a situação com atenção".

Em resposta a declarações de algumas associações de agricultores transmontanos que alegam não existir capacidade de resposta se a praga entrar em Portugal, o ministro mostrou-se "convencido" de que, em caso de necessidade, o Ministério da Agricultura mobilizará os meios adequados, em articulação com o ICNB.

Uma praga de ratos do campo que há várias semanas afecta centenas de municípios espanhóis chegou já a povoações de Zamora próximo da fronteira com Trás-os-Montes, onde o único obstáculo é actualmente o Rio Douro.

A informação foi avançada quinta-feira pela União de Pequenos Agricultores de Zamora (UPA) que em comunicado refere que o problema dos roedores deixou de ser um problema apenas da comunidade de Castela e Leão para se converter "num problema internacional".

A UPA refere que já foram detectados roedores nas povoações da comarca de Aliste, limítrofes com Portugal, faltando-lhes pouco para chegar a terrenos portugueses.

Contactado pela agência Lusa, o secretário-geral da UPA de Zamora, Aurelio Gonzalez, declarou que os ratos do campo estão perto da localidade portuguesa de Travassos (Bragança) e que se deslocam muito rapidamente.

"Em duas semanas atravessaram um município inteiro", cerca de dois mil hectares, disse Aurelio Gonzalez.

Estima-se que entre 400 e 750 milhões de roedores tenham afectado já milhares de hectares de pelo menos 621 municípios espanhóis, continuando a sobreviver apesar de fortes campanhas de combate lançadas pelas autoridades e pelos agricultores.

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