Prazos do Metro do Porto serão cumpridos
Os responsáveis técnicos das várias frentes de obra da Linha Amarela do Metro do Porto afirmaram hoje que as operações decorrem de acordo com o cronograma previsto, pelo que todos os prazos previstos serão cumpridos.
As opiniões foram unânimes por parte de cada um dos responsáveis técnicos das várias frentes de obra visitadas por um grupo de jornalistas, com início na estação da Trindade e um percurso a pé do túnel até à Ponte de D. Luís I, incluindo as estações Aliados e S. Bento, que se encontram em fase de acabamentos.
A visita incluiu a Ponte de D. Luís I, cuja estrutura foi totalmente revista e reforçada, tendo o seu tabuleiro superior sido alargado de forma a manter nesta travessia a circulação de peões.
Além do reforço, as obras nesta ponte envolveram a substituição de cerca de 1/3 da estrutura original, afectada pela corrosão.
As obras nesta ponte terminam em Julho, mas os trabalhos prosseguirão até à Primavera de 2006, quando terminará a remoção da complexa estrutura de andaimes usada no reforço.
Os engenheiros responsáveis pela obra consideram que a construção dos andaimes, que demorou um ano, foi a parte mais delicada do projecto e prevêem que a sua remoção será também de grande dificuldade, devendo demorar nove meses.
A visita incluiu também a estação de Faria Guimarães, considerada como uma das frentes de obras mais complicadas da primeira fase da construção do Metro do Porto.
Trata-se de uma estação mineira (situada a 26 metros de profundidade) cuja execução se tornou especialmente difícil pelo facto de se situar numa zona de grande densidade populacional, comercial e de trânsito, o que impediu o trabalho nocturno e obrigou a cuidada monitorização de todos os edifícios da zona.
Esta situação causou grandes constrangimentos ao planeamento e execução da obra, uma vez que a escavação, neste momento já concluída, teve que ser feita a partir de três poços de ataque de pequena dimensão.
Neste momento a escavação está concluída, faltando apenas abrir os acessos à superfície e a colocação das lajes dos vários pisos da estação, cuja estrutura é em tudo semelhante à do Bolhão, na Linha Azul (Estádio do Dragão/Matosinhos), já em serviço.
A Linha Amarela ligará a partir do princípio de Agosto o Hospital de S. João ao Largo de Santo Ovídio, em Gaia, no sentido Norte/Sul, cruzando com a Linha Azul (sentido Nascente/Poente) na estação da Trindade, no centro do Porto.
Esta linha tem o maior túnel até agora construído no Metro do Porto, com cerca de quatro quilómetros de extensão, que abrange quase toda a sua extensão no Porto, desde o pólo universitário da Asprela, junto ao Hospital de S. João à Ponte D. Luís I.
No Porto, oito das dez estações desta linha são enterradas, sendo as duas estações à superfície as do Hospital de S. João e do IPO.
Em Gaia, o percurso da Linha Amarela será feito à superfície, subindo a Av. da República até Santo Ovídio.
Ainda antes da entrada em serviço da Linha Amarela, o Metro do Porto chegará a Pedras Rubras, próximo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, até ao princípio de Abril.
Este troço será o primeiro da Linha Vermelha (Senhora da Hora/Póvoa).
Cerca de um mês mais tarde entrará em funcionamento o primeiro troço da Linha Verde (Senhora da Hora/Trofa), até ao Fórum da Maia, no centro desta cidade.
Faz parte desta linha o viaduto Maia-Sul, incluído na visita de hoje, que constitui uma das maiores obras de arte da primeira fase do Metro do Porto, que tem 497,2 metros de extensão e inclui uma estação suspensa.
PF.
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