Preço de ácido acetilsalicílico é o que mais subiu fora da farmácia
O ácido acetilsalicílico (substância da aspirina) é o medicamento sem receita cujo preço está mais caro desde o início da venda fora das farmácias, embora dados das autoridades indiquem que houve uma ligeira descida no custo global.
De acordo com informação do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) sobre a evolução do mercado dos fármacos que não precisam de receita médica, Leiria é o distrito onde o seu preço mais desceu (- 0,7 por cento) desde que são vendidos fora das farmácias.
Já em Coimbra, relativamente aos 16 distritos continentais, foi onde se registou a maior subida de preços (3,0 por cento).
Segundo o Infarmed existem actualmente 284 locais, que não farmácias, onde é possível adquirir medicamentos não sujeitos a receita médica, dos 215 têm indicado as suas vendas a este organismo.
O distrito com mais lojas a funcionar é Lisboa, com 64, seguido do Porto (43), enquanto os distritos com menos locais destes a vender medicamentos são Beja, Évora, Portalegre e Vila Real.
Entre Outubro de 2005 e Setembro deste ano, a venda destes fármacos representou um valor de 1,7 milhões de euros, correspondentes a 399.599 embalagens vendidas.
Tendo em conta o preço dos vários medicamentos no mês em que a legislação permitiu a sua venda fora das farmácias, Agosto do ano passado, os dados do Infarmed demonstram que o ácido acetilsalicílico é aquele cujo preço mais subiu (113,7 no índice de preços, tendo em conta que a referência relativa a Agosto de 2005 é 100), nestes estabelecimentos, o mesmo ocorrendo com a marca Aspirina (índice 123,7).
O grupo de medicamentos que registou mais vendas fora das farmácias foi o dos analgésicos e antipiréticos (contra a febre), com 21,7 por cento do total das unidades vendidas.
O paracetamol foi a substância activa mais vendida em termos e unidades (43.049 embalagens), enquanto a Nicotina foi a líder em vendas em valor (104.022 euros em preços de venda ao público).
O Infarmed indica ainda o Modelo Continente Hipermercados SA é "responsável por 39 por cento do mercado e apresenta um índice de 95,3, o que significa que os seus preços são em média inferiores aos existentes antes" desta data.
De uma forma global, tendo em conta as vendas comunicadas até Setembro, é possível perceber o preço dos medicamentos sem receita desceu nos primeiros meses a seguir ao início da sua venda fora das farmácias, mas subiu para valores mais próximos dos iniciais em Maio e Julho, e voltou a registar uma ligeira descida em Agosto e Setembro.