Preço dos combustíveis. Governo anuncia apoios a transportadores e pronto-socorro

Preço dos combustíveis. Governo anuncia apoios a transportadores e pronto-socorro

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, apoios para mitigar a subida dos custos de combustíveis, devido à guerra no Médio Oriente, junto de transportes, de produtores agrícolas e de serviços de emergência.

RTP /
Leitão Amaro, ministro da Presidência José Sena Goulão - Lusa

Após a reunião, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, explicou as medidas em conferência de imprensa.

"Foi aprovado um apoio financeiro temporário para os operadores de transportes de mercadorias, pronto-socorro e produtores de cooperativas agrícolas, que tem o objetivo de mitigar aumento de custos com combustíveis e Adblue", anunciou.

Esta ajuda aos combustíveis, paga de uma só vez, oscila entre 114 e 420 euros em função da dimensão e do peso dos veículos.

Já no caso do Adblue, varia entre 4,20 e 37,80 euros, também em função da dimensão e peso.

Leitão Amaro acrescentou que, no caso do setor da aviação, vital para a Economia nacional e para o turismo, Portugal está a companhar, como outros paíse, o impacto da crise dos preços dos combustíveis no setor.

"Estamos a analisar o que podem ser medidas adequadas, que possam ter eficácia, lançadas pelo governo português". Leitão Amaro lembrou que há medidas a ser adotadas a nível europeu. Recusando "especular", o ministro assegurou que "temos perfeita noção, muito clara, de que o preço dos combustíveis estão bastante mais altos do que estavam e isso tem impacto".

O executivo nacional "tem procurado agir, de forma eficaz, gradual" junto do preço dos combustíveis e do custo do cabaz alimentar, reforçou, "lembrando que "não temos informação de quanto tempo isto irá durar".

"Temos de ter atenção à nossa capacidade de responder não apenas hoje mas no futuro", afirmou Leitão Amaro, recusando "desproteger os portugueses daqui a três meses, daqui a seis meses, daqui a um ano".

"Todos os dias monitorizamos, todos os dias refletimos nas medidas e todas as semanas temos tomado uma, duas, três medidas", referiu.

c/Lusa

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