Presidente da Câmara de Mira contesta fecho do posto da GNR da Praia de Mira

Mira, 28 jan (Lusa) - O presidente da Câmara de Mira contestou hoje o eventual encerramento do posto da GNR da Praia de Mira, cuja extinção é recomendada num relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Lusa /

Em declarações à agência Lusa, João Reigota disse não perceber os motivos do fecho do posto da GNR, recusando que se fique a dever a motivos de poupança financeira.

"O Estado não poupa nada, porque as instalações são da Câmara Municipal. A GNR está numa antiga casa florestal que recuperámos. Esta decisão não se entende", disse o autarca.

Adiantou ter recebido um telefonema "há cerca de 15 dias" do ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, "a dizer que o posto vai encerrar" e saudou a "atitude" do governante em avisar o presidente do município.

João Reigota mantém, no entanto, que a decisão "é negativa" para a população da Praia de Mira.

"É uma decisão que não traz melhorias para ninguém. A Praia de Mira recebe milhares de pessoas e a GNR presta um grande serviço. É uma praia que possui Bandeira Azul há 27 anos consecutivos e que tem um ambiente noturno complicado", argumentou o presidente da Câmara.

No relatório global das inspeções sem aviso prévio a postos da GNR e esquadras da PSP, datado de 2011, mas só agora tornado público através da página da Internet da IGAI, aquela entidade recomenda a extinção do posto da Praia de Mira, uma vez que "desenvolve uma atividade meramente sazonal" e situa-se muito próximo do posto de Mira.

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