Presidente da Câmara de Oeiras alvo de buscas

As buscas visam as autarquias de Oeiras e Odivelas. Em causa estão suspeitas de corrupção que recaem também sobre Isaltino Morais. Também Rodrigo Gonçalves, da comissão política do PSD, é alvo destas buscas. Isaltino Morais já reagiu em comunicado, dizendo este mesmo assunto já foi alvo de uma outra operação há quatro anos e que, desde então, "não há nenhuma decisão tomada pelos órgãos municipais relativamente a esta matéria". Isaltino fala ainda de uma "fabulação".

RTP /

A Polícia Judiciária emitiu um comunicado onde revela que realizou “quinze buscas domiciliárias e não domiciliárias, designadamente, em duas Câmaras Municipais, uma Junta de Freguesia, em treze empresas e em nove residências, todas situadas na área Metropolitana de Lisboa”.

As autarquias em causa serão as de Oeiras e Odivelas e a junta de freguesia a das Avenidas Novas, apurou a Antena 1.

“Está em causa uma investigação em que se visa apurar a eventual prática de crimes de corrupção ativa e passiva para ato ilícito, de participação económica em negócio e de prevaricação”, refere a nota da PJ.

“A operação em curso e as buscas agora realizadas visam a recolha de elementos indiciários de diversa natureza (...) relacionados com contratação de prestação de serviços, contratação de recursos humanos e adjudicações suspeitas”.

Na operação desencadeada pela UNCC, com a colaboração de outras Unidades da Polícia Judiciária, participaram investigadores, peritos financeiros e informáticos.

Em causa estarão questões relacionadas com "projetos empresariais e imobiliários", além de esquemas com contratações fictícias de prestações de serviços para autarquias.

O autarca de Oeiras, Isaltino Morais, enviou uma nota à imprensa, dizendo que foram efetuadas buscas na Câmara Municipal de Oeiras, “tendo sido prestado todo o apoio necessário ao bom andamento das mesmas”. O presidente da autarquia remete para um outro comunicado de 6 de junho de 2018, após diligências realizadas nos Paços do Concelho na altura, ou seja, há mais de quatro anos.

“Desde então, não há nenhuma decisão tomada pelos órgãos municipais relativamente a esta matéria”, refere a nota.

A suspeita recai sobre a apropriação ilícita de dinheiros públicos para proveito pessoal e para o financiamento de estruturas do PSD.

“Sobre eventuais relações minhas com apoios a candidatos do PSD, apenas posso afirmar que só podemos estar perante uma fabulação. Estamos em 2022, não sou militante do PSD desde 2005”, refere Isaltino Morais, na nota enviada às redações.
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