Presidente da Câmara de Viseu defende definição de lugares políticos

Viseu, 26 jan (Lusa) - O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, defendeu hoje que devem ser definidos, de uma vez por todas, quais são os lugares políticos existentes em Portugal e sugeriu a criação de um decreto onde possam estar devidamente elencados.

Lusa /

"Sempre achei que devíamos definir, de uma vez por todas, o que são lugares políticos. É melhor deixarmo-nos de hipocrisias e definir o que são lugares políticos", explicou.

No final de uma reunião do executivo, Almeida Henriques sublinhou aos jornalistas que o processo de definição do que são lugares políticos é mesmo muito simples de fazer.

"É chegar à Assembleia da República e fazer um decreto muito simples: lugares políticos são e elencá-los por aí abaixo. Assim, as pessoas ficavam a saber que, quando há mudança de Governo, caem e são nomeadas outras pessoas", sustentou.

No início da semana, o comandante operacional distrital (CODIS) de Viseu, Lúcio Campos, informou, numa nota enviada à comunicação social, que não seria reconduzido no cargo de comandante operacional distrital de Viseu, cessando funções na quarta-feira.

"Soube que cessou funções por ele. Num ato de cortesia, um membro do Governo devia ter ligado ao presidente da Câmara de Viseu a dizer que tinha assinado um despacho para que cessasse funções e que ia nomear fulano ou sicrano", disse ainda Almeida Henriques.

Durante a reunião, o executivo aprovou por unanimidade um voto de louvor e agradecimento ao desempenho de Lúcio Campos, tendo sido realçado o seu "trabalho intenso", assim como da sua equipa, no distrito de Viseu.

"Encontrei sempre nele uma pessoa competente, diligente, afável e muito operacional: é com pena que vejo a saída de uma pessoa tão competente. Espero que o Governo venha a nomear uma pessoa tão competente", disse.

Face às "competências" e "ao conhecimento que tem do terreno", Almeida Henriques informou que será feito convite a Lúcio Campos para integrar a Comissão Municipal de Proteção Civil de Viseu.

A ocasião serviu ainda para Almeida Henriques, que é também vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), apelar ao Governo para que se recue no processo de eleição direta dos presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

"O presidente da CCDR será sempre um diretor geral dependente do Governo. Não faz sentido votar numa pessoa que depois não fiscalizo, não aprovo o plano de atividades ou o orçamento, que não tenho capacidade de demitir e responde hierarquicamente ao ministro da tutela", concluiu.

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