Presidente da República pede luta contra discriminação na saúde mental
O Presidente da República afirmou hoje que é preciso lutar contra a discriminação das pessoas que sofrem de doença mental, recordando que Portugal, na década de 1950, não tinha nenhuma política de cuidados de saúde mental.
Em frente a uma plateia de mais de uma centena de pessoas, que encheram um dos salões do Palácio da Bolsa, o Presidente da República sublinhou a urgência da sociedade portuguesa ter de "aceitar a diferença", lutando contra discriminação das doenças mentais.
"Temos de aceitar a diferença, caso contrário não conseguimos lidar com este tipo de doenças [mental]. E lutar contra a discriminação carece deste tipo de atitudes, de mentalidade", sublinhou o Presidente da República reconhecendo que Filipa Palha, a presidente da UPA, era uma "vencedora" e uma "lutadora" por "lutar por lutar por um mundo melhor".
"Muito obrigada pela vossa ajuda por lutar contra a discriminação e por lutar por lutar por um mundo melhor", declarou, dirigindo-se para a presidente do "Movimento UPA Unidos Para Ajudar. Levanta-te contra a Discriminação das Doenças Mentais" e referindo que "o mais importante é que através da Filipa Palha " está-se a lutar por um "Portugal melhor num mundo melhor".
Na página da Internet do movimento UPA, pode ler-se que com o devido tratamento e acompanhamento, "uma pessoa com perturbação/doença mental pode ter uma vida tão feliz e produtiva como uma pessoa que, tendo um problema de saúde física, como uma diabetes, por exemplo, desde que a doença seja tratada" e que "as pessoas com doença mental tornam-se facilmente vítimas da sua doença, veem os seus direitos violados e são discriminadas"
"A estigmatização e a discriminação são fatores chave que impedem as pessoas de obter os apoios de que precisam", refere-se na mesma página da UPA, citando a Organização Mundial de Saúde.