Presidente da SGAL critica instalação de Divisão Trânsito em edifício feito para esquadra policial
Lisboa, 03 Jun (Lusa) - O presidente da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) considerou hoje lamentável que o edifício construído pela empresa e que deveria acolher uma esquadra policial venha a receber a Divisão de Trânsito da PSP.
"É um desperdício do investimento público ali feito, mas esta é uma opinião pessoal e a decisão é do Ministério da Administração Interna. A esquadra tem uma área total de construção que ronda os 3.500 metros quadrados e não me parece adequada a instalação da Divisão de Trânsito", afirmou Amílcar Martins.
O presidente da Comissão Executiva da SGAL falava durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço e apresentar a nova imagem do projecto `Alta de Lisboa`.
O responsável corroborou as críticas feitas em Maio pelo ex-presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodrigues, que em Maio se mostrou contra a ocupação da nova esquadra pela Divisão de Trânsito da PSP.
Na altura, Carmona Rodrigues sublinhou a necessidade de uma esquadra policial no Alto do Lumiar, tendo em conta a previsão de crescimento urbanístico e demográfico daquela zona da capital.
O projecto da Alta de Lisboa, onde actualmente vivem 30.000 pessoas, prevê que em 2015 possam ali viver 60.000 pessoas.
Para este empreendimento, que ocupa uma área de 300 hectares a Norte da Segunda Circular e a poente do Aeroporto da Portela, estava prevista uma esquadra de polícia para aumentar a segurança de uma zona em crescimento e que a autarquia considerava uma eixo prioritário ao desenvolvimento da cidade.
Em Setembro de 2005, quando foi lançada a primeira pedra, estava previsto que o edifício, com quatro pisos, albergasse uma esquadra, uma zona para a Brigada de Acidentes, além de áreas para operações de segurança, logística e apoio geral, quartos de detenção, administração e finanças, ginásio, carreira de tiro, garagem e zona de parada.
O edifício foi construído pela SGAL, ao abrigo do contrato que envolve o Plano de Urbanização da Alta de Lisboa, mas ficou, depois de pronta, cerca de um ano fechada, sem utilização, por morosidade burocrática.
Os moradores também já se mostraram contra esta alteração e foi promovida uma petição online a lembrar a urgência de instalar a divisão policial do Alto do Lumiar, que abrange as freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar.
SO