Prevenção Rodoviária considera "agradáveis" dados que apontam para uma diminuição
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Lisboa, 07 Jan (Lusa) - O director-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) considerou hoje "agradáveis" os dados sobre a redução da sinistralidade em 2008 e defendeu uma melhoria no comportamento dos condutores e maior exigência nos exames.
"Os números da sinistralidade deixam-nos satisfeitos. Vêm na linha do que tem sucedido nos últimos anos. São dados agradáveis", disse hoje à Lusa José Manuel Trigoso.
Os acidentes nas estradas portuguesas provocaram no ano passado menos 82 mortos e 529 feridos graves do que em 2007, revelam dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que serão apresentados hoje à tarde.
De acordo com a ANSR, os desastres de viação causaram 772 mortos no ano passado, menos 9,6 por cento que em 2007, quando se registaram 854 mortos.
Apesar da melhoria, o director-geral do PRP salientou: "É evidente que continua a morrer muita gente".
Na sua opinião, todo o sistema de educação da condução tem de ser estabilizado com o objectivo de melhorar o comportamento dos automobilistas.
"Tem de haver um programa integrado na educação escolar e um programa de formação de condutores mais moderno e mais exigente em termos de comportamento", referiu.
Para José Manuel Trigoso o ensino da condução em Portugal tem de ser "menos decorado e mais compreendido" e os exames têm de ser "mais exigentes e rigorosos".
As condições de segurança no interior de localidades são outra preocupação do director-geral do PRP, que defende uma diminuição da velocidade e alterações nas infra-estruturas, que obriguem as viaturas a andar mais devagar.
Questionado sobre se o elevado preço dos combustíveis pode estar relacionado com a descida do número de acidentes em 2008, José Manuel Trigoso disse que pode ter causado uma diminuição da circulação.
"Nunca pode ter sido a explicação para a redução da sinistralidade" nos níveis em que se verificou disse o director-geral, admitindo, no entanto, "um pequeno contributo".
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