Primeira "festa nacional e de grande gala" foi em 1880
O 10 de Junho é comemorado como "festa nacional e de grande gala" desde 1880, para assinalar a morte do poeta Luís de Camões, foi Dia da Raça no salazarismo e é dia de Portugal desde 1977.
A primeira referência legal ao 10 de Junho é um decreto-lei das Cortes Reais de 27 de Abril de 1880 que declara o 10 de Junho, data apontada pelos historiadores para a morte de Luís de Camões, dia de "festa nacional".
A proposta partiu de Simões Dias, foi votada em Abril na Câmaras dos Deputados, mas teve de esperar pela decisão do Rei que acede, por carta de lei, à ideia de se comemorar o terceiro centenário da morte do poeta de "Os Lusíadas".
Com o fim da monarquia, na primeira lista de feriados nacionais elaborada pelo Governo da República, não surge ainda o 10 de Junho.
A data só surge como feriado em 1929, através de um decreto, passando a ser consagrado como Dia da Raça, como também ficou a ser conhecido durante a ditadura salazarista, embora a oposição antifascista utilizasse Camões como "bandeira" e símbolo.
Celebração dos valores do Estado Novo, em 1973 o então presidente Américo Thomaz afirmava-se preocupado com uma "doença perigosa" que procurava "enfraquecer nos povos o amor pátrio, para que em vez de pátrias passe a existir apenas uma, representada simbolicamente pela foice e pelo martelo".
A data passou a ter um novo conteúdo após o 25 de Abril de 1974 mas só em 1977, por decreto de 04 de Março, foi consagrado o seu novo significado: "representação do Dia de Portugal, como harmoniosa síntese da Nação portuguesa, das comunidades lusitanas espalhadas pelo Mundo e da emblemática figura do épico genial".
O seu baptismo oficial foi "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".
Desde então, o Dia de Portugal é comemorado em cerimónias, com o Presidente da República, em vários pontos do País.