EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Prisão preventiva para dois dos detidos que exploravam casas de prostituição

Prisão preventiva para dois dos detidos que exploravam casas de prostituição

Redação, 25 fev (Lusa) -- O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa aplicou a prisão preventiva a dois dos três detidos que exploravam cerca de 20 casas de prostituição de norte a sul do país, indicou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Lusa /

O SEF realizou na quarta-feira uma operação que desmantelou uma rede criminosa suspeita de explorar cerca de duas dezenas de casas de prostituição em vários pontos do país, na qual deteve duas mulheres e um homem.

Em resposta escrita enviada hoje à agência Lusa, o SEF refere que o juiz de instrução criminal decretou a medida de coação mais gravosa a dois dos arguidos: prisão preventiva para uma cidadã de nacionalidade estrangeira, alegada líder da organização criminosa, e para um cidadão português.

A outra detida, uma mulher portuguesa, saiu em liberdade, depois de presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

A operação, que decorreu na quarta-feira, foi efetuada nas localidades de Caldas da Rainha, Cadaval, Santarém, Leiria, Ourém, Nazaré, Évora, Quarteira e Faro, com vista ao cumprimento de 24 mandados judiciais, emitidos no decurso de investigação, dos crimes de tráfico de seres humanos para exploração sexual, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais.

"A operação visou o desmantelamento de uma organização liderada por uma cidadã de nacionalidade estrangeira que teria a seu cargo a gestão de cerca de duas dezenas de locais de prostituição de norte a sul do país", referiu o SEF, em comunicado divulgado na quinta-feira.

Foram realizadas três detenções, sete buscas a domicílios, uma busca a escritório, uma busca a estabelecimento comercial e buscas e apreensão de viaturas.

Os detidos, dois de nacionalidade portuguesa e um de nacionalidade estrangeira, têm idades entre os 30 e os 60 anos.

A investigação, sob a direção do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), teve origem numa denúncia telefónica que identificava uma organização criminosa que se dedicaria ao tráfico de mulheres e "obrigavam as mesmas a praticar a prostituição e a fazer sexo sem preservativo", referindo ainda que estas mulheres eram mantidas em "cativeiro", "passavam fome" e eram "espancadas e violadas".

"Em resultado das diligências de investigação foi desenvolvida esta ação policial que permitiu desmantelar a atividade dos principais suspeitos e sinalizar uma vítima de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual", acrescentava a nota.

Segundo o SEF, as buscas levaram à apreensão de várias provas, destacando-se a "elevada quantidade de ouro apreendido numa das casas, bem como a apreensão de centenas de milhares de euros em cheques passados ao portador, duas viaturas recentemente adquiridas pelos suspeitos, diversos extratos bancários, agendas, material informático, documentação vária e outro material que relacionam os suspeitos com a atividade criminosa".

Na operação foram identificadas 36 pessoas, 30 das quais de nacionalidade estrangeira e as restantes de nacionalidade portuguesa.

"Foi ainda efetuada uma detenção em flagrante delito de uma cidadã estrangeira em situação irregular em território nacional e notificadas mais quatro para abandono de território nacional", indicava o comunicado.

Tópicos
PUB