Prisões têm reclusos a mais e guardas prisionais a menos

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, alerta que é preciso agir rapidamente nas cadeias portuguesas, porque a maioria tem reclusos a mais e guardas prisionais a menos.

Patrícia Cerdeira /

Foto: Simela Pantzartzi/EPA

Na maioria dos 49 estabelecimentos prisionais existentes no país a falta de segurança é cada vez maior para os guardas prisionais, que são poucos e até fazem outros trabalhos – como carpintaria ou telefonemas.

Um exemplo de que os presos estão a ganhar terreno nas cadeias é a prisão de Custóias, onde Jorge Alves é guarda prisional há 14 anos. Neste estabelecimento prisional há cerca de 420 reclusos a mais em relação à lotação e há falta de segurança.

Os guardas prisionais iniciaram à meia-noite uma greve por causa do corte nas negociações com o governo sobre o estatuto profissional. O primeiro período da paralisação termina a 30 de abril, enquanto o segundo vai decorrer entre 6 a 11 de maio.

(com Sandra Henriques)
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