Problemas com publicidade ao Exelon nos Estados Unidos não se estendem a Portugal
O Infarmed esclareceu que as irregularidades detectadas nos Estados Unidos na promoção ao medicamento Exelon, contra o Alzheimer, não se verificam em Portugal porque estes materiais distribuidos aos profissionais de saúde são produzidos e revistos no país.
Além da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), também a empresa que comercializa o Exelon em Portugal, a Novartis-Farma, assegurou que não há qualquer problema com os materiais promocionais do fármaco.
Em declarações à Agência Lusa, Susana Marques, em representação do departamento médico da Novartis, informou que "todos os materiais promocionais distribuídos são produzidos em Portugal e rigorosamente revistos pelos departamentos médico e dos assuntos regulamentares da empresa e confrontados com os dados das revistas médicas e científicas".
Na semana passada, a Administração de Alimentos e Fármacos dos Estados Unidos (FDA) enviou uma carta de aviso à empresa farmacêutica acusando-a de fazer declarações falsas sobre a eficácia e riscos do Exelon. "Da perspectiva de saúde pública, estas violações são uma preocupação porque sugerem que o medicamento é mais seguro ou efectivo do que o provado", referiu a FDA.
Na altura um porta-voz da empresa referiu que a Novartis iria responder conforme o pedido a 22 de Agosto e que seriam tomadas todas as medidas para garantir que os materiais promocionais "cumpram integralmente" as normas da FDA.
Por outro lado, o Infarmed enviou uma declaração à Lusa na qual sublinhou que "até ao momento nenhuma das situações mencionadas no documento emitido pela FDA foi detectada em Portugal".
"O controlo da publicidade de medicamentos é da responsabilidade nacional, cabendo a cada país a sua avaliação e monitorização de acordo com a sua legislação", precisou o Infarmed.
"O Infarmed acompanhará a situação e actuará quando e se tal vier a revelar-se necessário perante a identificação de factos semelhantes", acrescenta o documento.