Procuradora Helena Fazenda vai reunir-se com PGR no final da semana
Lisboa, 18 Dez (Lusa) - A procuradora Helena Fazenda, que coordena a investigação dos inquéritos relacionados com os homicídios e violência na noite do Porto, vai reunir-se, no final da semana, com o Procurador-Geral da República.
Segundo fonte da Procuradoria Geral da República (PGR), a magistrada, "responsável pela coordenação de todos os inquéritos relativos à violência na noite portuense", está no Porto e regressará a Lisboa "no final da semana" para se reunir com Pinto Monteiro e fazer o ponto da situação.
Na semana passada, o PGR nomeou Maria Helena Fazenda, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), para dirigir uma equipa responsável pela investigação dos inquéritos relacionados com os homicídios ocorridos no Porto, sendo coadjuvada por cerca de dez elementos, entre magistrados do Ministério Público, elementos da Polícia Judiciária e da PSP.
A mesma fonte referiu que "oportunamente serão esclarecidos os factos".
Bruno Pidá, o alegado líder do denominado gangue da Ribeira foi o primeiro suspeito a ser hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto pela juíza Anabela Teireiro, disse à Lusa a advogada de dois dos suspeitos detidos no âmbito da operação "Noite Branca".
Fátima Castro, que representa Paulo Aleixo e Sandro Onofre, sustentou tratar-se de "um processo complexo".
"Os interrogatórios dos suspeitos pelo TIC vão demorar todo o dia e entrar pela madrugada", vaticinou.
Fátima Castro disse que os seus clientes "estão chocados" com a acusação de terrorismo que lhes foi feita, bem como à generalidade dos detidos, mas que "estão calmos, de consciência tranquila e disponíveis para colaborar com a justiça".
"Estão dispostos a colaborar. Nada têm a esconder", acrescentou.
Os 11 suspeitos detidos domingo no âmbito da operação "Noite Branca" chegaram hoje cerca das 08:50 ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, onde serão interrogados.
A audição dos detidos estava inicialmente prevista para segunda-feira, tendo-se apenas procedido à sua identificação e à prestação de informações sobre os respectivos antecedentes criminais, adiando-se para hoje os interrogatórios.
Os 11 suspeitos entraram hoje no TIC de cara tapada ou a esconder o rosto, com excepção do alegado líder do denominado gangue da Ribeira, conhecido como Bruno Pidá, que acenou para alguns amigos que se encontram à porta do Tribunal.
Os detidos durante a operação "Noite Branca", realizada domingo, estão ainda sob a acusação de terrorismo, de associação criminosa, homicídio voluntário, tráfico de estupefacientes, receptação e detenção de armas proibidas.