Produtores e confraria do Toiro Bravo querem certificar carne para consumo
A venda da carne de touro bravo em talhos e u nidades comerciais como produto biológico de qualidade é o objectivo dos ganadei ros e da Confraria da especialidade cuja criação será formalizada sexta-feira.
Segundo Dionísio Mendes, presidente da Câmara de Coruche e uma das inst ituições associadas da Confraria Gastronómica do Touro Bravo, esta carne "merece uma valorização económica" por parte dos consumidores porque se trata de um pro duto "totalmente natural" que demorou muito tempo até estar pronto para consumo.
Trata-se de uma "carne muito específica que está muito pouco valorizada ", considerou o autarca, recordando que os touros bravos demoram quatro anos até atingirem a idade adulta, enquanto que a carne de vaca normalmente consumida é de animais com um ano de vida.
"O touro é criado no campo e cresce de uma forma muito mais lenta", mas depois de ser morto após as touradas a carne "fica apenas para hambúrgueres e s alsichas" porque só os "entendidos" é que a procuram.
Com a criação da confraria e a certificação da carne, que está a ser pr omovida pela Associação de Criadores de Touros de Lide, Dionísio Mendes espera g anhar novos consumidores de um produto que diz ser "único e apetitoso".
A criação da confraria terá lugar sexta-feira, antecedendo mais uma edi ção do Festival de Tasquinhas Sabores do Toiro Bravo de Coruche.
De acordo com os promotores, a confraria "tem por objecto a investigaçã o, defesa, promoção e consumo da carne da raça do Touro Bravo", pelo que estão p revistas iniciativas conjuntas de forma a promover o produto a nível nacional e internacional.
Estão também previstos "concursos cuja finalidade seja a promoção e div ulgação do consumo da carne de Touro Bravo, as quais passarão designadamente pel a eleição do cozinheiro, do talho e do restaurante que naquele ano mais haja con tribuído para a divulgação" deste produto, refere a organização.