Professores e educadores estão hoje em greve

Os professores e educadores de infância realizam esta sexta-feira uma greve nacional para reivindicar diversas medidas, tais como poderem aposentar-se mais cedo ou recuperarem os anos de serviço congelado.

Mário Aleixo - RTP /
Mário Nogueira é o porta-voz dos professores que voltam hoje à rua para reivindicar direitos antigos Manuel de Almeida-Lusa

Há quase 150 mil docentes desde o pré-escolar até ao ensino secundário e são estes profissionais que estão abrangidos pelo protesto convocado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

A adesão à greve deverá ser elevada, segundo os resultados do inquérito divulgado esta semana pela Fenprof, que revelou que 88,3% dos inquiridos consideram que é preciso continuar a lutar.

A Fenprof acusa o Ministério da Educação de “bloqueio negocial” que impede as negociações que poderiam resolver problemas como o envelhecimento, a “sobrecarga de horário e de trabalho e o desgaste daí resultante, a precariedade ou todas as injustiças que marcam o atual estado da carreira docente”.
Por causa da pandemia de covid-19, os professores estão também preocupados com a segurança sanitária nas escolas, principalmente por continuarem sem se fazer testes e por existirem estabelecimentos onde não se consegue manter o distanciamento físico de dois metros recomendado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os motivos da greve são antigos e prendem-se essencialmente com medidas de valorização social e material da profissão de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário.

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