Profissionais da polícia. "Era o que faltava não podermos colocar baixa"

Profissionais da polícia. "Era o que faltava não podermos colocar baixa"

Mais de 200 agentes da PSP e militares da GNR estão reunidos no Terreiro do Paço, em Lisboa, junto ao Ministério da Administração Interna.

RTP /
Concentraram-se de forma espontânea para apoiar os respetivos diretor e comandante.

Desde as nove da manhã, que decorre uma reunião entre o ministro, o Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública e o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana.

A reunião foi convocada de urgência, ontem, depois dos incidentes em Famalicão... e da falta de policiamento no jogo entre Famalicão e Sporting, que acabou por ser cancelado.

Treze dos 15 agentes contratados para o policiamento no campo meteram baixa. O ministro da Administração Interna já abriu um inquérito urgente.

Paulo Macedo, presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia espera que a tutela decida atribuir o subsídio de missão à semelhança que foi atribuído aos agentes da Polícia Judiciária.

"A PSP está pior a vários níveis, do que o que estava há oito anos", criticou, sublinhando a responsabilidade do executivo.

Sobre o caso das baixas declaradas este sábado, Paulo Macedo lembra que "muitos polícias já se encontravam para além do limite" e que "com este tipo de inação por parte do Governo", agrava-se a "sua condição".

Estranhando "algum tipo de comentários veiculados pela comunicação social" relativamente à legitimidade das baixas médicas, o sindicalista teve um desabafo: "não se pode cortar o direito à baixa aos polícias. Já não temos o direito à greve era o que faltava não podermos colocar baixa quando necessitamos".

"O futebol não é a coisa mais importante em Portugal", acrescentou sobre a reação do executivo ao episódio.
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