País
Projecto leva cidadania a jovens do bairro da Cova da Moura
O Moinho da Juventude lança domingo um projecto de promoção da cidadania e prevenção da delinquência no bairro da Cova da Moura, na Amadora, que inclui visitas de jovens a prisões, debates com forças de segurança e apoios a idosos.
O projecto “Cidadania participativa” que esta organização, que trabalha há mais de 20 anos no bairro problemático da Amadora, vai desenvolver resulta de um contrato-programa que assina com o Governo Civil de Lisboa e com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
O Moinho da Juventude contará com uma verba de 25 mil euros que as Câmaras Municipais de Loures e Cascais decidiram atribuir à organização provenientes de prémios de concursos públicos não reclamados cujos montantes por lei têm de ser entregues ao Governo Civil da região pelas entidades promotoras, sejam elas bancos, supermercados ou outras empresas.
Goodlieve Meersschaert, da direcção do Moinho da Juventude explicou que este montante de 25 mil euros esta muito longe do que seria necessário para combater todas as reais carências deste bairro problemático da Amadora, onde o desemprego e a baixa escolaridade marcam a realidade diária. È no entanto, afirmou à lusa, um “importantíssimo contributo” para apoiar a população mas vulnerável e em risco, ajudando a concretizar o mote da organização – "Um outro mundo é possível se a gente quiser".
A pensar na juventude
O projecto, hoje tornado possível com a assinatura deste contrato-programa, visa promover a cidadania e igualdade de género, prevenir a delinquência juvenil e a violência no namoro, a inclusão social dos reclusos e ex-reclusos e a valorização da população mais idosa.
Ainda sem datas para as várias iniciativas, o Moinho de Juventude pretende formar equipas que ajudem a fomentar a sociabilização e o recenseamento no terreno, uma análise dos pontos fracos e fortes da zona, o apadrinhamento de reclusos e a discussão da violência doméstica através da técnica de teatro fórum.
Esta técnica de teatro fórum consiste em fazer com que as cenas e as falas sejam criadas a partir das vivências dos actores e o público seja incitado a subir ao palco para ajudar a resolver os problemas.
No que toca à juventude o projecto visa incentivar a ligação deste ao seu corpo, as emoções, a sua cultura e a dos outros, os objectos e a natureza, através de vários meios que incluem musica, visitas a centros educativos e prisões, a utilização após recuperação de dois espaços públicos do bairro e de debates com ex-reclusos e autoridades policiais em que os sentimentos de insegurança dos mais novos serão debatidos e eventualmente combatidos.
A pensar na população mais idosa do bairro
O projecto pensa também na população mais velha do bairro. Um banco do tempo e um espaço de encontro para a terceira idade que possa ajudar os mais idosos, estão entre os objectivos deste projecto.
Os prromotores têm a intenção de fazer um levantamento das necessidades desta faixa etária a nível da alimentação, da higiene, da saúde, e documentação bem como recolher a memória sobre o bairro daqueles que são os seus melhores narradores.
Assinatura solene na escola básica da Cova da Moura
Com a presença do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, da Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo, da presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Elza Pais, foi assinado o contrato-programa em cerimónia que se realizou na escola básica da Cova da Moura.
Inserida numa tarde cultural, os participantes puderam assistir a um espectáculo que contou com actuações de grupos e artistas de música e dança, do bairro e do exterior – Teatro Fórum, Banda Fantasia, Grupo Finka Pé, Atelier de Música Kova M O Céu é o Limite, Flor da Kova, Mães Adolescentes, Wonderfull Kova M, Jorge Neto, Filipe Santos e Tito Paris.
O Moinho da Juventude contará com uma verba de 25 mil euros que as Câmaras Municipais de Loures e Cascais decidiram atribuir à organização provenientes de prémios de concursos públicos não reclamados cujos montantes por lei têm de ser entregues ao Governo Civil da região pelas entidades promotoras, sejam elas bancos, supermercados ou outras empresas.
Goodlieve Meersschaert, da direcção do Moinho da Juventude explicou que este montante de 25 mil euros esta muito longe do que seria necessário para combater todas as reais carências deste bairro problemático da Amadora, onde o desemprego e a baixa escolaridade marcam a realidade diária. È no entanto, afirmou à lusa, um “importantíssimo contributo” para apoiar a população mas vulnerável e em risco, ajudando a concretizar o mote da organização – "Um outro mundo é possível se a gente quiser".
A pensar na juventude
O projecto, hoje tornado possível com a assinatura deste contrato-programa, visa promover a cidadania e igualdade de género, prevenir a delinquência juvenil e a violência no namoro, a inclusão social dos reclusos e ex-reclusos e a valorização da população mais idosa.
Ainda sem datas para as várias iniciativas, o Moinho de Juventude pretende formar equipas que ajudem a fomentar a sociabilização e o recenseamento no terreno, uma análise dos pontos fracos e fortes da zona, o apadrinhamento de reclusos e a discussão da violência doméstica através da técnica de teatro fórum.
Esta técnica de teatro fórum consiste em fazer com que as cenas e as falas sejam criadas a partir das vivências dos actores e o público seja incitado a subir ao palco para ajudar a resolver os problemas.
No que toca à juventude o projecto visa incentivar a ligação deste ao seu corpo, as emoções, a sua cultura e a dos outros, os objectos e a natureza, através de vários meios que incluem musica, visitas a centros educativos e prisões, a utilização após recuperação de dois espaços públicos do bairro e de debates com ex-reclusos e autoridades policiais em que os sentimentos de insegurança dos mais novos serão debatidos e eventualmente combatidos.
A pensar na população mais idosa do bairro
O projecto pensa também na população mais velha do bairro. Um banco do tempo e um espaço de encontro para a terceira idade que possa ajudar os mais idosos, estão entre os objectivos deste projecto.
Os prromotores têm a intenção de fazer um levantamento das necessidades desta faixa etária a nível da alimentação, da higiene, da saúde, e documentação bem como recolher a memória sobre o bairro daqueles que são os seus melhores narradores.
Assinatura solene na escola básica da Cova da Moura
Com a presença do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, da Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo, da presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Elza Pais, foi assinado o contrato-programa em cerimónia que se realizou na escola básica da Cova da Moura.
Inserida numa tarde cultural, os participantes puderam assistir a um espectáculo que contou com actuações de grupos e artistas de música e dança, do bairro e do exterior – Teatro Fórum, Banda Fantasia, Grupo Finka Pé, Atelier de Música Kova M O Céu é o Limite, Flor da Kova, Mães Adolescentes, Wonderfull Kova M, Jorge Neto, Filipe Santos e Tito Paris.