Proprietário vai apresentar queixa contra activistas que destruíram milho transgénico

O proprietário da herdade em Silves onde activistas anti-transgénicos destruíram mais de um hectare de milho vai apresentar queixa às autoridades contra os participantes na acção, disse à Lusa o técnico que presta assistência àquela cultura.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Segundo Luís Grifo, que presenciou a acção e presta assistência técnica àquela e outras culturas de cereais, o dono da Herdade da Lameira, José Menezes, vai apresentar queixa contra os responsáveis pelos danos causados.

Os membros do movimento contra os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) denominado "Verde Eufémia" que participaram na acção incorrerem assim numa pena de multa ou prisão até três anos. Moldura penal estipulada para o crime de dano (destruir ou danificar algo alheio).

Contactada pela Lusa, fonte da GNR de Portimão disse que, apesar de não se terem registado detenções, os líderes da acção foram identificados e por isso as autoridades dispõem de todos os elementos para prosseguir com um inquérito judicial.

Segundo Luís Grifo, que se manifestou "repugnado" com a acção e classificou os activistas de "profissionais da destruição", o proprietário da herdade sofreu após o sucedido um princípio de ataque cardíaco e teve que receber assistência médica.

"Ele hoje ainda está muito debilitado", afirmou à Lusa, acrescentando que a parcela de cultivo destruído era a principal mancha de milho da herdade, representando cerca de 30 toneladas em termos de produção.

"O que mais me choca é que a esmagadora maioria dos manifestantes nem sequer eram portugueses", sublinha, tendo manifestado total disponibilidade para integrar o processo na qualidade de testemunha.

Entretanto, as entidades responsáveis já garantiram que o cultivo de 50 hectares naquela herdade do interior algarvio é legal, por respeitar as distâncias de segurança e exigências impostas para o cultivo de OGM.


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