Prostituição, insegurança, ruído, lixo e falta de estacionamento preocupam moradores de Lisboa

Os moradores da freguesia lisboeta de Avenidas Novas queixam-se da prostituição no bairro do Alto do Parque, insegurança, ruído, lixo e falta de estacionamento, inclusive devido à ciclovia na Avenida de Berna.

Lusa /
O estado de degradação geral é evidente numa das zonas nobres da cidade Lusa

As preocupações foram levantadas durante a primeira reunião pública descentralizada do atual executivo camarário, sob a presidência de Carlos Moedas (PSD), onde foram ouvidos 18 residentes das freguesias de Campolide e Avenidas Novas.

Moradores do bairro do Alto do Parque alertaram para a existência de prostituição e "um problema de tráfico humano", com impacto na higiene das ruas e na segurança, nomeadamente gerando "rixas entre proxenetas".

Os cidadãos defenderam a necessidade de mais patrulhamento policial e a reabertura da esquadra das Avenidas Novas.

Carlos Moedas disse que o problema da prostituição neste bairro existe há muitos anos e deixou o compromisso de o incluir na próxima reunião do Conselho Municipal de Segurança, porque "tem que ser resolvido com a Polícia de Segurança Pública e com a Polícia Municipal", acrescentando que quanto à esquadra é preciso "continuar a insistir" com o governo.

O comandante da Polícia Municipal de Lisboa, Paulo Caldas, indicou que a prostituição nesta zona está a "retomar índices elevados", pelo que desde finais de fevereiro tem existido "um policiamento de saturação", com fiscalização dos condutores que circulam no interior do bairro.

Os moradores disseram temer que uma eventual residência de estudantes na Avenida 5 de Outubro possa colocar em causa o seu descanso, mas a câmara municipal informou que o projeto ainda "não está licenciado".

Campolide também sofre

Os residentes de Campolide apontaram como principais problemas a falta de requalificação do espaço público, inclusive buracos no pavimento das ruas, o estado de degradação das habitações, nomeadamente nos bairros da Liberdade, da Serafina e da Bela Flôr, onde há casas sem saneamento básico, a intervenção "punitiva e até predadora" da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) e a higiene urbana.

Os moradores questionaram a segurança da construção de túneis de drenagem entre Monsanto e Santa Apolónia e entre Chelas e o Beato, obras no valor de cerca de 133 milhões de euros, que implicam perfuração em zonas de prédios de habitação.

A câmara garantiu que "os túneis são uma solução tecnicamente correta, não há que ter medo", realçando a importância da intervenção para preparar Lisboa para as alterações climáticas.

Relativamente ao estado de abandono da encosta de Monsanto, nomeadamente os bairros da Liberdade e da Serafina, a vereadora do Urbanismo, Joana Almeida, avançou que o planeamento urbano pode passar por limitar uma área de reabilitação urbana, a fim de intervir no território.

 

 

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