Proteção Civil com 1.420 ocorrências até às 22h00
Portugal continental registou até às 22:30 de segunda-feira 1.420 ocorrências relacionadas com o mau tempo, que afetaram sobretudo a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Entre as 00:00 e 22:30 de hoje a região Centro foi a mais afetada com 543 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (515), Norte (207), Alentejo (103) e Algarve (52), referiu Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Durante o dia de um hoje um bombeiro ficou ferido no concelho de Ourém, distrito de Santarém, durante uma operação de recuperação, adiantou a mesma fonte.
As principais ocorrências foram queda de árvores (592), seguido de queda de infraestruturas (304), inundações (233), movimento de massas (155) e limpeza de vias (130).
A Proteção Civil registou ainda um salvamento terrestre e cinco aquáticos, tendo sido empenhados no total 4.800 operacionais, apoiados por 1.900 viaturas.
Desde o dia 27 de janeiro às 16:00 até às 16:00 de hoje a ANEPC registou 11.839 ocorrências, sendo as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimento de massa as mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.
Telmo Ferreira sublinhou ainda, num balanço à Lusa pelas 23:15, que os meios estão posicionados no terreno para fazer face às situações derivadas do mau tempo, como a subida dos rios.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.