Proteção Civil registou mais de 1.600 ocorrências sobretudo no Centro e Lisboa

Proteção Civil registou mais de 1.600 ocorrências sobretudo no Centro e Lisboa

Portugal continental registou na quarta-feira 1.602 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo inundações e queda de árvores que afetaram maioritariamente a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou hoje à Lusa fonte da Proteção Civil.

Lusa /

Entre as 00:00 e 23:59 de quarta-feira, as autoridades de socorro realizaram 14 salvamentos aquáticos e 11 terrestres em todo o país, indicou Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Por regiões, o Centro registou 604 ocorrências, seguido de Lisboa e Vale do Tejo (570), Norte (333), Alentejo (68) e Algarve (27).

A maioria das ocorrências foi por inundações (599), seguido de queda de árvores (355), movimento de massas ou deslizamento de taludes (305), queda de estruturas (171) e limpeza de vias (147).

No total, estiveram empenhados 5.384 operacionais, apoiados por 2.328 viaturas, indicou ainda Telmo Ferreira.

O comandante frisou que as bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.

Na quarta-feira, o colapso do dique para a margem direita do rio Mondego nos Casais, em Coimbra, agravou o risco de cheias naquela região.

A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique e, à noite, um troço desabou.

Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.

Também na quarta-feira à noite uma automotora que transportava passageiros descarrilou na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes, distrito de Santarém, num incidente que não causou feridos e levou ao corte da circulação ferroviária, indicou Telmo Ferreira.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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