Providência cautelar contra demolição do bairro só depois da decisão formal da Câmara do Porto - moradores
Porto, 21 Jul (Lusa) - Os moradores das torres do Aleixo, no Porto, só avançam com a já anunciada providência cautelar para travar a demolição daquele bairro depois da câmara fazer uma abordagem formal do assunto, disse hoje à Lusa o advogado Tiago Machado.
"Até agora temos apenas um anúncio da medida por parte do presidente da Câmara do Porto. Achamos que devemos esperar por uma decisão do executivo para podermos alicerçar a providência cautelar", sustentou o advogado que representa a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo (APSBA).
"Só então é que existirá o acto administrativo que queremos contestar", sublinhou.
Com a anunciada providência cautelar, os moradores do Aleixo pretendem impedir a Câmara Municipal do Porto de celebrar quaisquer contratos visando a demolição do bairro e o realojamento dos moradores.
A autarquia reúne-se terça-feira, em sessão privada, onde deverá analisar o projecto para uma parceria com privados que permita a demolição do bairro, composto por cinco torres de 13 pisos cada, e o realojamento dos seus 1.300 moradores.
Rui Rio anunciou quarta-feira que pretende concretizar a medida até 2013.
A presidente da APSBA, Rosa Teixeira, disse à Lusa que vai reunir os moradores do bairro "para estarem presentes terça-feira, à porta da Câmara Municipal, quando o executivo analisar o projecto.
JGJ.