PS congratula-se com a escolha de Almeida Rodrigues para director nacional

Lisboa, 06 Mai (Lusa) - O PS congratulou-se hoje com a escolha de Almeida Rodrigues para as funções de director nacional da PJ, dizendo que dá garantias de haver uma maior eficácia na investigação criminal e na justiça.

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Almeida Rodrigues, que até aqui desempenhou as funções de subdirector nacional adjunto da Polícia Judiciária, substitui no cargo de director nacional da PJ Alípio Ribeiro, que ainda tinha mais um ano de mandato pela frente.

A nomeação de Almeida Rodrigues para dirigir a PJ foi divulgada em comunicado do Ministério da Justiça, onde é referido que o ministro da Justiça "aceitou o pedido de demissão que lhe foi entregue hoje pelo director nacional da PJ (Alípio Ribeiro)".

Na segunda-feira, em entrevista ao Diário Económico, Alípio Ribeiro admitiu uma mudança da tutela da PJ do Ministério da Justiça para o Ministério da Administração Interna.

Em declarações aos jornalistas, o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues disse que o PS se "congratula" com a escolha do Governo de nomear Almeida Rodrigues director nacional da PJ.

"Trata-se de uma demonstração de que a PJ já gera dentro de si uma pessoa com capacidade e aptidão para dirigir a própria polícia", apontou o vice-presidente da bancada socialista.

Segundo Ricardo Rodrigues, ao longo dos últimos anos assistiu-se a que "só magistrados (uma vezes judiciais, outras vezes do Ministério Público) têm assumido as funções de direcção da PJ".

"Agora é um membro da própria PJ, licenciado em direito e curriculum que demonstra vasta experiência de coordenação em várias investigações. Almeida Rodrigues será uma pessoa capaz de levar por diante os desígnios previstos na nova lei orgânica da PJ, mas na nova lei de investigação criminal, que dentro em breve será aprovada", declarou Ricardo Rodrigues.

Segundo o deputado socialista, com a mudança na direcção nacional da PJ, haverá "uma justiça com maior eficácia em Portugal a curto prazo".

"Estão a reunir-se todas as condições legislativas e de operacionalidade para que a justiça tenha um novo fôlego em Portugal", acrescentou.

PMF.


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