PS Oeiras quer eleições antecipadas se Isaltino Morais for condenado

A comissão política do PS de Oeiras anunciou hoje que caso Isaltino Morais seja condenado pelos crimes de que é acusado o partido renunciará aos cargos políticos que ocupa na autarquia local para que se realizem eleições antecipadas.

Agência LUSA /

"O PS assume antecipadamente que renunciará a todos os cargos políticos para os quais foi eleito, no sentido de caírem os executivos e se realizarem novas eleições", afirmou o PS, em comunicado.

A comissão política concelhia reagia, assim, às duas moções do BE e da CDU e à declaração politica de um deputado do PSD, apresentadas hoje em Assembleia Municipal, exigindo que Isaltino Morais suspendesse o mandato na sequência da acusação do Ministério Público.

As moções da CDU e do BE foram hoje rejeitadas, enquanto a proposta do deputado social-democrata António Macieira Coelho não chegou a ser votada, porque se tratava de uma declaração política (não sujeita a votação).

Manifestando-se surpreendido com as propostas, o PS de Oeiras prefere "exigir que em caso de culpas transitadas em julgado" a Isaltino Morais "se realizem eleições autárquicas antecipadas e não apenas a suspensão" do mandato do autarca.

Os socialistas reiteram um "pedido de auditoria à Câmara Municipal de Oeiras e empresas municipais nos últimos doze anos" e "o cabal esclarecimento pelos tribunais da matéria de acusação relativa ao actual presidente" da autarquia.

Isaltino Morais foi acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal.

O autarca independente, que foi ministro das Cidades, do Ambiente e do Ordenamento do Território no Governo de Durão Barroso, candidatou-se o ano passado à Câmara de Oeiras contra a candidata escolhida pelo PSD, Teresa Zambujo.

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