PSD apoia posição da CNIS sobre livre escolha

Porto, 21 Dez (Lusa) - O presidente da distrital social-democrata do Porto, Marco António Costa, anunciou hoje que o PSD vai apoiar publicamente a petição da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) que visa a livre escolha dos pais nas actividades extracurriculares dos seus filhos.

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A CNIS anunciou, dia 19, que vai lançar em Janeiro uma petição sobre este assunto sustentando que devem ser os progenitores a decidir sobre as opções extracurriculares para as crianças.

A iniciativa, expressa pelo presidente do organismo, padre Lino Maia, defende o "reconhecimento do direito de livre escolha dos pais sobre o projecto educativo que desejam para os filhos", numa altura em que "alguns" centros de Actividades de Tempos Livres (ATL) de Instituições Particulares de Solidariedade Social "vivem com bastantes dificuldades" ou "encerraram".

Lino Maia já tinha lamentado, em Novembro, que o Governo não garanta o "direito de livre escolha dos pais" em relação ao tipo de actividades de tempos livres a frequentar pelos filhos, colocando em pé de igualdade a oferta do Estado e das instituições.

Na altura, o presidente da CNIS acusou o Governo de forçar as crianças a abandonarem os centros de actividades de tempos livres (ATL) para frequentarem as actividades de enriquecimento curricular nas escolas primárias públicas, o que, a seu ver, estava a retirar jovens das instituições com centros de tempos livres.

Marco António, que hoje falava aos jornalistas no final de um encontro com o padre Lino Maia, considerou a decisão do Governo de implementar actividades extracurriculares nas escolas como "um impasse e uma conflitualidade" com os ATL.

O dirigente social-democrata apelou ao Governo para "ultrapassar este impasse" e anunciou que vai pedir aos deputados do seu partido que apresentem um requerimento no Parlamento para esclarecer o assunto.

O presidente da CNIS disse que não obstante "o óptimo relacionamento com o Ministério do Trabalho não pode dizer o mesmo dos encontros com o Ministério da Educação".

Lino Maia pretende que o Governo aceite um memorando de entendimento, que envolve aqueles dois ministérios, para que até 30 de Janeiro seja definido o modo de funcionamento dos ATL no próximo ano lectivo.


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