PSD de Ovar critica Governo por ter aprovado contrato investimento para Matosinhos
O PSD de Ovar criticou hoje o Governo por ter aprovado para Matosinhos um contrato de investimento com a empresa proprietária das instalações da Universal Motors que ameaça despedir 70 trabalhadores em Ovar.
Em comunicado, o PSD lamenta que "o concelho de Ovar tenha sido completamente ignorado no último Conselho de Ministros, uma vez que foram aprovados contratos de investimentos de dezenas de milhões de euros para alguns concelhos do país, sem que Ovar tenha merecido a adopção de medidas excepcionais de intervenção face à situação laboral dramática em que se encontra actualmente".
Em causa está um contrato de investimento para S. Mamede de Infesta, Matosinhos, com a EFACEC, empresa de electromecânica que não só é proprietária dos terrenos onde está instalada a Universal Motors, como é a sua principal credora.
Já a 22 de Abril, o PSD de Ovar apelara ao Governo para evitar o despedimento dos trabalhadores das fábricas da Yazaki Saltano, Philips e Universal Motors, localizadas no concelho.
Na ocasião, o líder do PSD concelhio e candidato à Câmara de Ovar, Álvaro Santos, salientou que até ao Verão estão potencialmente em risco 190 postos de trabalho na Universal Motors.
Esta empresa encontra-se com futuro incerto, dado que ainda não foi proposta qualquer medida de viabilização pelo administrador judicial aos credores, o maior dos quais é a EFACEC, proprietária dos terrenos.
A possibilidade de vir a ser construído naquele local um empreendimento imobiliário tem sido apontada pelos representantes sindicais como uma das razões para a difícil situação que a Universal Motors vive.
Em comunicado divulgado hoje, o PSD de Ovar "reitera o apelo ao Governo para evitar o despedimento imediato de cerca de 750 trabalhadores das empresas Yazaki Saltano, Philips e Universal Motors, todas localizadas no Concelho de Ovar", e defende "a criação imediata de um Centro Móvel de Emprego no Concelho de Ovar, no âmbito do Gabinete de Intervenção Integrada para a Reestruturação Empresarial, criado no último Conselho de Ministros".
Para o PSD de Ovar, tal medida "justifica-se plenamente pela necessidade de desenvolver de forma integrada acções preventivas ou reparadoras junto das empresas em processos de reestruturação e de dar apoio aos 3.000 desempregados actualmente existentes no concelho, aos quais se poderão juntar mais 1.000 desempregados a curto prazo".