Psicóloga forense considera necessária avaliação de pai e madrasta de Valentina

Valentina foi morta com violência. A autópsia preliminar revela que a menina terá sido asfixiada.

RTP /
Pese embora já se possa apontar as causas da morte, este ainda não é o relatório final.

O corpo da menina apresentava sinais de asfixia e também de lesões na cabeça, o que exclui a tese de acidente.

O pai e a madrasta de Valentina serão presentes hoje ao Tribunal de Leiria para conhecerem as medidas de coação.

A psicóloga forense Rute Agulhas fez uma pré-avaliação destes pais no Bom Dia Portugal, esta manhã, ressalvando o fato de a situação ainda estar em avaliação.

Rute Agulhas considera ser necessária uma avaliação psiquiátrica do casal, para tentar apurar outros indicadores, como doença mental, depressão severa, ou se pelo contrário serão pessoas com alguns traços de psicopatia.

De acordo com a avaliação dos dados conhecidos, o pai revelou alguma dissimulação, mostrando preocupação, apesar de não se ter envolvido ativamente nas buscas, o que levantou algumas suspeitas junto das autoridades e populares, o que transmite sinais de frieza.

Confirmando-se igualmente a informação da criança ter sofrido durante horas, este será um indicador de completa falta de empatia, ou seja, de uma rejeição total da criança por parte do pai e da madrasta.

A psicóloga forense alerta ainda para o fato de, contrariamente à ideia que se tem de família é exatamente no seu seio que as crianças são mais frequentemente vítimas de várias formas de maus tratos.
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