PSP de Viseu identificou duas mulheres em investigação de processo de lenocínio

Viseu, 27 fev (Lusa) -- A PSP de Viseu anunciou hoje ter identificado duas mulheres no âmbito de um processo de investigação relativo à prática do crime de lenocínio, na Quinta do Grilo, um bairro residencial da cidade que é conhecido como zona de prostituição.

Lusa /

Em comunicado, o comandante da PSP de Viseu, Victor Rodrigues, refere que, no âmbito da investigação que decorre há cerca de cinco meses, na terça-feira à tarde foram executados mandados de busca e apreensão em duas "residências associadas à prática da atividade de prostituição", uma em Viseu e outra em Mangualde.

Na casa de Viseu foram identificadas duas mulheres, "uma das quais vive maritalmente com o proprietário dos imóveis buscados", e que confirmaram dedicar-se à prostituição. Uma delas foi notificada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para abandonar Portugal, uma vez que se encontrava em situação irregular.

Segundo Victor Rodrigues, na casa de Viseu "foram apreendidos passaportes, blocos de notas e agendas com a identificação de pessoas do sexo feminino e respetivos registos de quantias monetárias, mais de cem preservativos, embalagens de gel lubrificante, vibradores, revistas e filmes pornográficos".

Foi ainda apreendido "um grande número de talões de depósitos e de transferências bancárias", que tiveram como destino o Brasil, acrescenta.

Também na residência de Mangualde foram encontrados "vários talões de depósitos".

Há vários anos que moradores do bairro da Quinta do Grilo, situado junto ao Hospital de S. Teotónio, se queixam do mau ambiente gerado, depois de várias prostitutas terem ido morar para lá, tendo feito abaixo-assinados e apresentado queixas na PSP.

Em janeiro, Victor Rodrigues tinha dito à agência Lusa que, apesar de a PSP ter em curso uma investigação é "difícil recolher prova", porque a atividade se pratica dentro de apartamentos.

"Não há ali prostituição a céu aberto, nas ruas. É uma prostituição encapotada, o que em termos de investigação se torna muito mais complicado", afirmou na altura, acrescentando ter dado "instruções ao pessoal fardado para policiar com muita frequência aquela zona e, inclusive, abordar as pessoas" que se deslocam lá.

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