PSP deteve três pessoas e desmantelou rede de tráfico de droga
A PSP de Lisboa deteve três pessoas desmantelando uma alegada rede de tráfico de cocaína e heroína na zona de Fetais, Camarate, onde diariamente eram transaccionadas cerca de 900 doses de droga, disse hoje à Lusa fonte policial.
A investigação visou uma rede constituída por um homem de 50 anos e a companheira de 40, que com a ajuda do filho de ambos, menor de 15 anos, vendiam directamente aos consumidores.
"Estes indivíduos eram fornecidos por uma mulher de 23 anos", afirma a PSP em comunicado, adiantando que os arguidos serão hoje presentes ao Tribunal de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial.
Em declarações à Agência Lusa, o comissário Dário Pratos, da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, afirmou que foi detido o casal e a suspeita de 23 anos.
O menor não foi detido, mas a sua situação será decidida pelo Tribunal de Família e Menores, acrescentou.
As buscas efectuadas permitiram apreender 18.989,47 euros, 600 doses individuais de cocaína, 2.800 doses de heroína, cerca de um quilo e meio de artigos em ouro, uma pistola de calibre P.22 milímetros e 30 munições, uma viatura de alta cilindrada, duas balanças de precisão, uma embalagem de produto de corte e três telemóveis.
A operação, que teve início às 23:00 de quinta-feira, realizou- se sob a direcção do Ministério Público da Comarca de Lisboa, no âmbito de uma investigação sobre tráfico de droga.
"Durante a operação foi possível interceptar um dos suspeitos na zona da Torre da Marinha, Seixal, no momento da transacção do produto estupefaciente, e foi dado cumprimento a dois mandados de busca domiciliária na zona de Fetais, Loures e Torre da Marinha", afirma a PSP.
Estas buscas realizaram-se pelas 07:00 de hoje, tendo ainda sido efectuada outra busca domiciliária no Bairro da Cruz Vermelha, em Lisboa, "residência que se veio a apurar fazer parte do grupo de pessoas que se dedicavam a esta actividade", informa a polícia.
A PSP diz que a operação foi ao encontro de inúmeras reclamações dos habitantes na zona de Fetais, onde imperava a "insegurança e impunidade".
AH