PSP e GNR em protesto. Forças de segurança a caminho da residência do primeiro-ministro

PSP e GNR em protesto. Forças de segurança a caminho da residência do primeiro-ministro

Organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação arrancou do Largo de Camões, em Lisboa, em direção à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Manuel de Almeida - Lusa

Já começou a manifestação nacional de polícias e militares da GNR. Polícias e guardas lutam por melhores salários e melhores condições de trabalho, lembrando que a crise da habitação também os afeta.

As estruturas sindicais alertam que a crise na habitação também afeta as forças de segurança, sobretudo os profissionais em início de carreira.

Organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e pela Associação de Profissionais da Guarda, a manifestação arrancou do Largo de Camões, em Lisboa, em direção à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

Em entrevista à RTP, Pedro Moura, diretor nacional da PSP, assinalou que a necessidade de valorização dos profissionais da Polícia de Segurança Pública e a melhoria das condições de trabalho são preocupações que diz serem prioridades da direção da polícia na mesma medida que são reivindicadas pelas forças sindicais.

Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, assinalou, também em conversa coma RTP na partida dos manifestantes para São Bento, que "o acordo [do executivo com as polícias] está por cumprir desde 2024" e "não se vislumbra qualquer avanço concreto de uma proposta formal por parte do Governo".

Concentração no Largo Camões

No Largo Camões juntaram-se centenas de polícias da PSP e guardas da GNR no protesto nacional marcado para esta quinta-feira com a carteira de reivindicações pontuada pela exigência de melhores salários, revisão das carreiras e melhores condições de trabalho.

Numa organização da Associação dos Profissionais da Polícia e da Associação dos Profissionais da Guarda, os elementos da PSP e da GNR têm em mão um documento que pretendem entregar na residência do primeiro-ministro.

"Respeito" e "Cumpram" são duas das palavras de ordem que os manifestantes vestem em camisolas negras ao som de apitos, numa referência ao acordo assinado em 2024 e que atualizava valores nos subsídios a estas forças de segurança para as aproximar aos 700 euros que foram atribuídos ainda durante os Executivos de António Costa aos inspetores da Polícia Judiciária.

Em declarações à Lusa, o presidente da APG, César Nogueira, disse que os guardas da GNR exigem aumentos dos salários "já em 2027" e a revisão do estatuto remuneratório, lembrando que desde 2009 não é alterado o que deixa os militares desmotivados e a "perder dezenas de euros".

Sobre o atual processo de negociação com o Governo, César Nogueira fala de "pseudonegociação", por nada de concreto ter sido apresentado.

c/ Lusa
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