PSP intervém no Bairro da Pasteleira

A PSP interveio hoje numa manifestação de protesto contra a nova rede da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) na zona da Pasteleira, onde a meio da manhã quatro autocarros foram bloqueados pelos moradores.

Agência LUSA /
Moradores do Bairro da Pasteleira no Porto revoltados com as alterações dos STCP RTP

Segundo fonte da PSP, os agentes deslocaram-se para o local para repor a normalidade, ou seja, para permitir a circulação dos veículos.

Contudo, os manifestantes queixaram-se da actuação dos agentes, acusando- os de terem agredido algumas pessoas.

Em declarações aos jornalistas, Raul Pinto, porta-voz dos moradores, acusou a polícia de ter actuado de forma "provocatória", o que terá motivado a "revolta" dos moradores.

"A polícia tem de respeitar as pessoas, não pode entrar num sistema de provocação e agressão, porque a população reage", disse, referindo-se a alguns "desacatos" entre os manifestantes e a polícia.

Segundo o porta-voz dos moradores, "um rapaz foi levado pela polícia para a esquadra".

Raul Pinto explicou que os moradores da Pasteleira não aceitam as alterações à rede, introduzidas a 1 de Janeiro deste ano, porque perderam vários autocarros, em particular à noite e nos fins-de-semana.

"À noite e aos domingos não temos autocarros e aos sábado só temos até às 13:00", afirmou, lamentando a suspensão das antigas linhas 78 e 35.

A nova rede da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), que começou a funcionar segunda-feira e conta com um total de 58 linhas, tem motivado várias acções de protesto em diversas zonas do Grande Porto, devido, entre outras razões, à eliminação de algumas carreiras, demasiados transbordos e alteração de horários.

Para hoje, estão previstas outras manifestações, nomeadamente em Ermesinde, concelho de Valongo, onde a população está concentrada desde cerca das 12:00 exigindo que a STCP circule "30 dias por mês e não apenas 22 dias como pretende".

A população queixa-se sobretudo da redução de autocarros e do excesso de transbordos.

A STCP suprimiu 44 linhas de autocarros e criou outras 30, no âmbito de uma reestruturação da oferta ajustada ao alargamento da rede do Metro do Porto.

A administração da STCP garantiu quinta-feira que foram já tomadas medidas que permitirão ultrapassar alguns dos problemas identificados, "aumentando a frequência, alargando os horários de ponta ou colocando em serviço autocarros articulados".

No final de uma reunião com o movimento de utentes, realizada quinta-feira, a presidente da STCP, Fernanda Meneses, reconheceu que, "apesar de cuidadosamente preparada, a nova rede teve alguns defeitos", alguns dos quais já foram corrigidos e os restantes serão resolvidos até ao final de Janeiro, após o que haverá um novo encontro com os utentes.
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